
O Refúgio das Patinhas recolhe animais abandonados e ajuda-os a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, tece algumas considerações sobre a situação de abandono em Portugal e sobre o caso concreto das adopções do Refúgio das Patinhas.
“O abandono de animais é muito relativo”, afirma Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, a respeito das causas do abandono de animais. “ Nós em Portugal não temos muita formação. Por exemplo, a falta de educação das pessoas para com os animais, acho que é um factor muito importante.” – acrescenta. “ Nós recebemos imensos telefonemas com pessoas a dizer que querem uma cadela e eu pergunto onde é que ela vai dormir, se é em casa ou no quintal, e dizem-me que ela vai estar acorrentada.” Entre outras causas Cláudia Maia refere os divórcios como um dos principais factores do abandono de animais.
O abandono reflecte-se muito nos canis. “ A situação dos canis em Portugal é muito triste.”- comenta. Os canis não permitem às pessoas tirar fotos para divulgar os casos e ajudar nas adopções. “Há o caso das pessoas que querem divulgar os animais dos canis e tirar fotografias para pôr na Internet, mas eles não facilitam este processo. Ajudar a divulgar os animais dos canis seria um bom começo, mas infelizmente não se consegue.”- afirma Cláudia Maia.
Num balanço das adopções de cães e de gatos do Refúgio das Patinhas há alguma relatividade e gera-se alguma expectativa. “É muito relativo porque há fases em que damos muitos animais e outras em que damos muito menos. Vai chegar Dezembro e vamos dar imensos, espero eu.”
Com toda esta “azáfama”, como refere Cláudia Maia, é complicado atender a todas as chamadas que são feitas, fazer deslocações sem ter transporte e conciliar todo o trabalho com a faculdade.
Prioridades do Refúgio das Patinhas? “…acho que neste trabalho não se pode estabelecer prioridades. Este é um contexto que muda todos os dias.”, afirma Cláudia Maia. O Refúgio das Patinhas trabalha em várias vertentes. “Tentamos então agir em várias vertentes: tentar arranjar FAT’s, tentar arranjar fundos… Mas são sempre objectivos a curto prazo, de semana a semana, dia-a-dia porque senão não conseguimos mais.”
Texto de Renata Silva.

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