Wednesday, November 28, 2007

Refúgio das Patinhas: “O abandono de animais é muito relativo”



O Refúgio das Patinhas recolhe animais abandonados e ajuda-os a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, tece algumas considerações sobre a situação de abandono em Portugal e sobre o caso concreto das adopções do Refúgio das Patinhas.




“O abandono de animais é muito relativo”, afirma Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, a respeito das causas do abandono de animais. “ Nós em Portugal não temos muita formação. Por exemplo, a falta de educação das pessoas para com os animais, acho que é um factor muito importante.” – acrescenta. “ Nós recebemos imensos telefonemas com pessoas a dizer que querem uma cadela e eu pergunto onde é que ela vai dormir, se é em casa ou no quintal, e dizem-me que ela vai estar acorrentada.” Entre outras causas Cláudia Maia refere os divórcios como um dos principais factores do abandono de animais.



O abandono reflecte-se muito nos canis. “ A situação dos canis em Portugal é muito triste.”- comenta. Os canis não permitem às pessoas tirar fotos para divulgar os casos e ajudar nas adopções. “Há o caso das pessoas que querem divulgar os animais dos canis e tirar fotografias para pôr na Internet, mas eles não facilitam este processo. Ajudar a divulgar os animais dos canis seria um bom começo, mas infelizmente não se consegue.”- afirma Cláudia Maia.


Num balanço das adopções de cães e de gatos do Refúgio das Patinhas há alguma relatividade e gera-se alguma expectativa. “É muito relativo porque há fases em que damos muitos animais e outras em que damos muito menos. Vai chegar Dezembro e vamos dar imensos, espero eu.”



Com toda esta “azáfama”, como refere Cláudia Maia, é complicado atender a todas as chamadas que são feitas, fazer deslocações sem ter transporte e conciliar todo o trabalho com a faculdade.


Prioridades do Refúgio das Patinhas? “…acho que neste trabalho não se pode estabelecer prioridades. Este é um contexto que muda todos os dias.”, afirma Cláudia Maia. O Refúgio das Patinhas trabalha em várias vertentes. “Tentamos então agir em várias vertentes: tentar arranjar FAT’s, tentar arranjar fundos… Mas são sempre objectivos a curto prazo, de semana a semana, dia-a-dia porque senão não conseguimos mais.”



Texto de Renata Silva.

Monday, November 5, 2007

" Poderia ser" Jornalismo- Manuel António Pina

""Poderia ser" jornalismo

Por outras, palavras,
Manuel, António, Pina
Uma das características de algum jornalismo que hoje por aí se faz é que nada acontece, tudo "poderia ter acontecido" ou "poderá acontecer". Outro dia pus-me a contar os futuros e condicionais de uma "notícia" de uns poucos de períodos publicada no "Correio da Manhã" sobre o desaparecimento de Maddie McCann. Ao todo, contei 10 condicionais e futuros hipotéticos para um único e glorioso "foram". A "notícia", assinada por uma jornalista "de investigação", era só uma ociosa enumeração de suposições as análises "podem ser" hoje enviadas para Portugal; um cão pisteiro "ter-se-á mostrado" nervoso, o que "poderia indiciar" não sei o quê; "a utilização de cães pisteiros "terão sido sugeridos" (sic) pelos ingleses; um amigo dos McCann "terá levantado" suspeitas; um inglês "poderá ser extraditado"; os McCann "terão arrendado uma casa"; etc.. Por outro lado, as raras vezes que, em tal jornalismo, algo acontece, acontece "alegadamente": a mulher foi alegadamente atropelada, o sinal verde estava alegadamente aceso, o automobilista teria alegadamente 2 gramas de sangue no álcool. E tudo segundo fontes "próximas" de qualquer coisa, pois os jornalistas, hoje, não afirmam nem confirmam, repetem. Por estas e por outras, cada vez admiro mais o "Borda d'Água". "
5 de Noivembro, JN
O que é bom, é bom.... Na primeira crónica lida para o trabalho de imprensa, descubro que afinal ainda se escreve bem em poucas linhas neste país...
E de facto...embora o Jornalismo seja uma ambição e paixão para muitos, já não é o que era... já não diz "é" mas sim " poderá ser"....
e certezas?
mas levando isto para o lado da paixão..
a culpa não é bem dos jornalistas...mas sim da omissão de informação...e da falta do que dizer...se não há mais nada para dixer e há tempo e linhas para ocupar...só nos restam as suposições...
Não será assim?

Monday, October 29, 2007

Máxima do jornalismo investigativo...

"Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe."

Máxima do jornalismo investigativo


Uma verdade que se pode constatar nos dias de hoje.....principalmente em Portugal.

Para meditar....

( e também para actualizar)

http://www.pensador.info/autor/Maxima_do_jornalismo_investigativo/

Tuesday, July 10, 2007

Um ano em JCC...memórias





" Sangue, Suor e Lágrimas", diria Churchill. Eu diria antes " Alegria, Suor e Lágrimas". Aconteceu uma segunda guerra mundial na minha vida. A primeira presumo que tenha sido a longa caminhada para chegar aqui. O início desta segunda guerra foi tão importante...marcou-me tanto. Lembro-me agora de tudo e recordo com nostalgia, o que muitos estão neste momento a viver. Os exames, a angústia de saber as notas, a corrida para as candadituras, as médias, a angústia de não se saber se se conseguiu ou não entrar no curso desejado. Vi as notas, contei os dias até saber resultados, até que no Dia D lá estava eu sentada na minha cadeira e de repente desatei aos pulos de alegria quando vi que tinha entrado na JCC. Passava pouco mais das 8h da manhã. Depois o episódio de ir a Jornalismo inscrever-me. Lembro-me das primeiras pessoas que vi e conheci e como fiquei fascinada pela JPN que na altura não fazia a menor ideia do que aquilo era. Falaram-me da praxe e pronto fui ver como era. Primeiro e único dia de praxe: inesquécivel. Foi o suficiente para ter desistido de um momento para o outro. Estava cansada e queria era aulas. Conheci muita gente. Nos primeiros dias vi logo as pessoas com quem me viria a dar bem ao longo do ano, vi sorrisos e vi experiências...aprendi muito. Conheci a Inês, ao início tímida mas uma pessoa com uma enorme garra e determinação. A Tatiana, mais conhecida por Tati, que passei a admirar quando soube do percurso que fez e da coragem que teve para começar do zero e tentar uma nova aventura. A Sónia que me emprestou os apontamentos e que se vai safando em tudo. É alguém que sabe deserascar-se. Depois o Clio que muito espantado ficava ao ver a quantidade de guardanapos que eu gastava a comer uma torrada. O Jorge a quem eu fiz a "vida negra" no primeiro semestre e que também me supreendeu imenso. A Marta que sempre encarei como uma autêntica intelectual e uma pessoa inteligente e perspicaz. E muitos mais, a Diana que tem aquele sorriso bonito e aquela simpatia que chama logo para conversar, a Cátia com as suas bijuterias ( o livrinho), a andreia, a elsa, o pedro que me ajudou no meu filme, etc, etc. Mas não posso deixar de referir a pessoa que conheci mais tarde e que se veio a tornar numa amiga e verdadeira colega em todo o espírito da coisa: a Eliana. Bem me lembro da aula de fotografia e da bandelete vermelha. XD . De todos os almoços, horas de paciência para me aturar nas aulas práticas e de trabalho, etc, etc. =) Descobri uma nova vida em JCC. A princípio fechei-me e depois convenci-me que tinha de me adaptar. Foi essa menina que me pôs nas vidas académicas, trajes e afins. E pronto, falar nisso lembra-me a Serenata, o cortejo, a imposição, as reuniões e as pessoas fantásticas que conheci. NIsto tudo é impossível não falar da minha madrinha, que é um exemplo para mim e muito me ensinou. =) E falar na JCC é também falar nas instalações que são como uma casinha para mim, nos funcionários ( o Sr Coelho ou Mr Rabbit XD ), nos professores ( uns marcaram menos que os outros) com quem muito aprendi, no convívio do bar e da sala de convívio, das aulas do professor Pedro de que toda a gente deve sentir saudades ( por causa do sorriso castiço ), de tanta tanta coisa. E agora que acaba este meu primeiro tenho tanto a recordar, tantas pessoas na memória, tantos dias bons e maus, tantas notas agradáveis e outras desagradáveis, tanta coisa!


Até para o ano JCC ! =) Boas férias a todos.

Friday, June 29, 2007

Sapo Cocas e o jornalismo

Nostalgia...

Acho que foi o sapo cocas o grande inspirador de querer ser jornalista! =P

Não serão alguns jornalistas de hoje também assim? " A sua casa foi totalmente destruída. Como se sente?".. Bem alguma tem de ser perguntada...

Friday, June 15, 2007

Jornalismo de Investigação


"Investigative journalists are simply people who have their eyes and ears constantly open to possible story ideas, and the impetus to start digging into a particular issue can come from just about anywhere. " Todd Schindler




O que é o Jornalismo de Investigação? Essa é uma pergunta pertinente. É mais explicada por exemplos do que por teoria. Trata-se de uma aposta do jornalismo em aprofundar um determinado tema, esmiossá-lo, tal como indica Todd Schindler no site da AIR (America's Investigation Report). Se não fosse o jornalismo de investigação, o que seria do serviço público, da opinião pública ou da vida em si mesmo?




O jornalismo de investigação implica, denuncia, ensina, explica. Exemplos disso são o Caso Watergate ( dois jornalistas do Washington Post denunciam os escândalos nas eleições dos Estados Unidos) no estrangeiro e os caso da Casa Pia em Portugal desenvolvido por Felícia Cabrita. Em Portugal á muito pouco jornalismo de investigação. Não sei se por falta de meios, se por medo de avançar com as notícias, ou por piores razões: censura. O jornalismo acabava por vezes com a manipulação, só mostra o que é conveniente mostrar. Para o interesse dos media e para o interesse de quem está acima deles.




Um bom jornalista de investigação necessita de ser curioso, perspicaz, inteligente e sobretudo deve saber quando lançar a informação. Por vezes é a coragem de muitos jornalistas e a determinação em contar determinadas histórias, que leva à sua morte. Por ano morrem muitos jornalistas. Veronica Guerin e Daniel Pearl são exemplos disso. Hoje em dia há filmes em sua homenagem ( "O Preço da Coragem" e " A mighty heart", mais recente).




Tuesday, June 5, 2007

"Working class hero"- um clássico e um êxito



Uma grande música de John Lennon, um clássico e um verdadeiro exemplo. Vale apena ouvir...