Sunday, July 20, 2008

Finda mais um ano em JCC...ou CC

E mais um ano se foi. De novo " Trabalho, suor e muitas lágrimas" - expressão adaptada à de Churchill " Sangue, Suor e Lágrimas". Mais uma etapa cumprida.


Poderei eu dizer missão cumprida? Penso que sim. Foi um ano em que me esfalfei em muita coisa para poder chegar às férias e dizer finalmente que as mereço. E será que o disse? Pensei e voltei a pensar e talvez ainda ache que não.


O ano passado: uma medalha de cortiça. Este ano quase uma medalha de bronze, mas.... Calhou uma medalha de cortiça pintada de amarelo. Erros que se cometem.


Mesmo assim. Tenho orgulho. Voltava a fazer tudo com a mesma vontade. Não me arrependo das decisões. Conheci outras pessoas. Fiz o que mais gosto. Mudei de opinião de um semestre para o outro. Safei-me a fazer contas. Passei vergonhas. Lembrei-me de perguntas estúpidas. Entrevistei pessoas como se não houvesse amanhã. Stressei toda a gente à minha volta. Acho que nunca fui tantas vezes a uma Feira dos Tecidos...


Fiquei a conhecer melhor várias pessoas. Fiquei a admirar outras para o resto da vida.


Fiquei a conhecer a Sónia "encaralhada", a Tati e a Eliana a trabalharem horas e horas e a safarem-se sempre de forma brilhante e sempre com um sorriso e às vezes umas resmunguices, a Diana deitada na mesa a cantar, a Cátia muito calma, o Jorge que não lhe pus quase a vista em cima, a Marta nos seus momentos de trenguice e quase a fazer-me reprovar a TEJ Rádio, o Zé Ribeiro que deve ter ficado com cabelos brancos depois de me conhecer e o Professor Doutor Jorge Marinho a tratar-me por senhora!



Sim, este ano fui tratada por senhora! Disseram-me boa tarde umas quantas de vezes! Fui para a faculdade depois de acabarem as aulas e até mesmo os exames! Fui fazer o que uma pessoa no seu estado normal...não faz!


E cá estou a reviver estes momentos. Momentos tão bons, como passar mais tempo com a minha madrinha ou os momentos vividos na JPR que preencheu a minha alma, a minha cabeça e que evitou que perdesse a sanidade mental! Momentos maus, como os dias de trabalho e stress que se passaram, como as notas que me desiludiram, como as discussões com pessoas de quem gosto muito.


Tudo isso serviu para aprender. Para reunir forças. Para que agora que tenho descanso, possa finalmente fazer o balanço de tudo e olhar para trás com o sorriso.


Agora repouso. E depois.. que venha o último ano! Os derradeiros desafios! O verdadeiro teste... O culminar de um primeiro sonho e o exercer de uma paixão que me completa dia após dia!

Tuesday, December 25, 2007

Bolonha fez bolonhesa dos alunos universitários!


Devem estar a perguntar-se.... : mas isto é um blogue sobre Jornalismo e objectividade ou é um blog sobre comida?
Pois estão enganados.... não vos vou falar hoje de comida...Mas sim desta " massa à bolonhesa" que nos fez o processo de Bolonha. Um semestre já deu para provar o sabor de Bolonha.Pois sabe mal, sabe muito mal. Gosto tanto de Bolonha, como gosto de carne. Sendo vegetariana, vejam o meu imenso gosto por este processo. É verdade, estimados leitores e se calhar vítimas deste prato de comida que dá a volta à barriga, Bolonha tranformou-nos a todos em carne picada..... Uns mais do que outros, é verdade.

Trabalho é bom , sim senhor... Mas trabalho em excesso, obrigatoriedade em ir às aulas ( se não tivermos com vontade de ouvir o professor e se formos para as aulas contrariados, aprendemos a mesmíssima coisa do que se estivessemos em casa), e ter ainda que participar nas aulas....... Interactividade, muita prática e ao mesmo tempo teoria. Disciplinas a mais. É assim que se aprende? A ter trabalho e stress até às orelhas? É claro que o estudante que, depois de um semestre inteiro a trabalhar que nem um mouro, e pela altura do Natal tem pesadelos porque tem exames para estudar e trabalhos para entregar dá em maluco!

E descanso, meus senhores? Será que vale apena todo este esforço? Será que é assim que se aprende? Será que é bom aprender tudo à pressa em 3 anos para depois irmos gastar outros balúrdios no Mestrado?
Sim, é bom trabalhar e pensar no futuro....mas tanto trabalho faz com que fiquemos a perder em alguns aspectos.... Não podemos trabalhar tanto para depois sermos massa amorfa no sofá, à espera que o país nos dê oportnidade de emprego. Isto porque a grande maioria dos estudantes portugueses não tem dinheiro para pagar propinas ou para comprar uma casa para depois dos estudos, fará para ir estudar ou trabalhar para outro país!

Se o Governo pensasse mesmo no futuro da educação no Ensino Superior, repensava melhor Bolonha, ou pelo menos baixava as propinas..........
Era uma forma de nos ajudar a destraumatizar deste processo de Bolonha! Agora no final do semestre sinto que o meu cérebro já está feito em picadinho e que ainda tenho um longo processo a decorrer e que mal tempo há para descansar.
Esta paragem dos dias de festa já dá comigo em doida porque não dá para trabalhar........com tanto trabalho e estudo à porta só espero não me engasgar com uma uva passa no ano novo!

Com isto aproveito para desejar Bom Ano Novo a todos, se Deus e se o processo de Bolonha quiserem....!
Tudo de bom!

Wednesday, November 28, 2007

Refúgio das Patinhas: o dia-a-dia de um grupo que recolhe e ajuda de animais abandonados


O Refúgio das Patinhas não é uma associação, mas sim um grupo de voluntários que constituem Famílias de Acolhimento Temporário (FAT’S) e que recolhe e ajuda animais a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, estudante universitária de 20 anos, colabora com o Refúgio das Patinhas e conta um pouco do dia-a-dia deste grupo.



“ Decidimos não criar uma associação porque em termos burocráticos tem muitas regras. O Refúgio surgiu como alternativa a uma associação normal. E já está aqui há bastante tempo, já lá vão 4 anos.”- afirma. A estudante recebe telefonemas de pessoas interessadas, trata dos donativos e ajuda na divulgação de casos de animais abandonados. Todo este trabalho é conciliado com a faculdade.




Este projecto ajuda pessoas que recebem os animais em suas casas e que precisam de apoio para tratar deles. Não são uma associação e por isso não têm sócios. Utilizam a internet para divulgar os vários casos e daí recebem vários donativos. “ As nossas ajudas vêm todas da Internet. São mais ajudas em termos monetários, porque apesar de nós não sermos associação, as pessoas ajudam-nos e não têm problemas com isso. Também temos ajudas em termos materiais como ração.”- esclarece a estudante.



O Refúgio das Patinhas tem à volta de 100 animais. Trata-se de um trabalho difícil e que requer uma coordenação de tarefas. Contam com a colaboração de associações como a Pelos Animais que se responsabiliza pela criação e manutenção do site do grupo. O dia-a-dia do Refúgio das Patinhas é “ muito complicado”, como confessa Cláudia Maia. “ Nós somos várias pessoas. (…) Recebo contactos durante todo o dia (…), estou muitas horas na Internet a divulgar casos de animais. A Ana trata dos e-mails e dos contactos de pessoas que queiram adoptar e que sejam bons.” “ É muita azáfama.”, revela.




Neste último ano têm sido abandonados muitos animais. O Refúgio das Patinhas tem de estabelecer um limite para a recolha de cães e gatos. Teve de o fazer principalmente no passado mês de Outubro que se revelou muito complicado. “ Temos de saber quando parar. O que está a acontecer este mês (Outubro) é que sabemos de casos de cães que estão na rua e que estão a precisar de ajuda e tentamos colocar um apelo na Internet para tentar arranjar uma Família de Acolhimento Temporária.” – explica Cláudia Maia. Cada vez mais animais são abandonados em Portugal. Já não é no Verão, mas durante todo o ano.







Texto de Renata Silva.

Refúgio das Patinhas: “O abandono de animais é muito relativo”



O Refúgio das Patinhas recolhe animais abandonados e ajuda-os a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, tece algumas considerações sobre a situação de abandono em Portugal e sobre o caso concreto das adopções do Refúgio das Patinhas.




“O abandono de animais é muito relativo”, afirma Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, a respeito das causas do abandono de animais. “ Nós em Portugal não temos muita formação. Por exemplo, a falta de educação das pessoas para com os animais, acho que é um factor muito importante.” – acrescenta. “ Nós recebemos imensos telefonemas com pessoas a dizer que querem uma cadela e eu pergunto onde é que ela vai dormir, se é em casa ou no quintal, e dizem-me que ela vai estar acorrentada.” Entre outras causas Cláudia Maia refere os divórcios como um dos principais factores do abandono de animais.



O abandono reflecte-se muito nos canis. “ A situação dos canis em Portugal é muito triste.”- comenta. Os canis não permitem às pessoas tirar fotos para divulgar os casos e ajudar nas adopções. “Há o caso das pessoas que querem divulgar os animais dos canis e tirar fotografias para pôr na Internet, mas eles não facilitam este processo. Ajudar a divulgar os animais dos canis seria um bom começo, mas infelizmente não se consegue.”- afirma Cláudia Maia.


Num balanço das adopções de cães e de gatos do Refúgio das Patinhas há alguma relatividade e gera-se alguma expectativa. “É muito relativo porque há fases em que damos muitos animais e outras em que damos muito menos. Vai chegar Dezembro e vamos dar imensos, espero eu.”



Com toda esta “azáfama”, como refere Cláudia Maia, é complicado atender a todas as chamadas que são feitas, fazer deslocações sem ter transporte e conciliar todo o trabalho com a faculdade.


Prioridades do Refúgio das Patinhas? “…acho que neste trabalho não se pode estabelecer prioridades. Este é um contexto que muda todos os dias.”, afirma Cláudia Maia. O Refúgio das Patinhas trabalha em várias vertentes. “Tentamos então agir em várias vertentes: tentar arranjar FAT’s, tentar arranjar fundos… Mas são sempre objectivos a curto prazo, de semana a semana, dia-a-dia porque senão não conseguimos mais.”



Texto de Renata Silva.

Monday, November 5, 2007

" Poderia ser" Jornalismo- Manuel António Pina

""Poderia ser" jornalismo

Por outras, palavras,
Manuel, António, Pina
Uma das características de algum jornalismo que hoje por aí se faz é que nada acontece, tudo "poderia ter acontecido" ou "poderá acontecer". Outro dia pus-me a contar os futuros e condicionais de uma "notícia" de uns poucos de períodos publicada no "Correio da Manhã" sobre o desaparecimento de Maddie McCann. Ao todo, contei 10 condicionais e futuros hipotéticos para um único e glorioso "foram". A "notícia", assinada por uma jornalista "de investigação", era só uma ociosa enumeração de suposições as análises "podem ser" hoje enviadas para Portugal; um cão pisteiro "ter-se-á mostrado" nervoso, o que "poderia indiciar" não sei o quê; "a utilização de cães pisteiros "terão sido sugeridos" (sic) pelos ingleses; um amigo dos McCann "terá levantado" suspeitas; um inglês "poderá ser extraditado"; os McCann "terão arrendado uma casa"; etc.. Por outro lado, as raras vezes que, em tal jornalismo, algo acontece, acontece "alegadamente": a mulher foi alegadamente atropelada, o sinal verde estava alegadamente aceso, o automobilista teria alegadamente 2 gramas de sangue no álcool. E tudo segundo fontes "próximas" de qualquer coisa, pois os jornalistas, hoje, não afirmam nem confirmam, repetem. Por estas e por outras, cada vez admiro mais o "Borda d'Água". "
5 de Noivembro, JN
O que é bom, é bom.... Na primeira crónica lida para o trabalho de imprensa, descubro que afinal ainda se escreve bem em poucas linhas neste país...
E de facto...embora o Jornalismo seja uma ambição e paixão para muitos, já não é o que era... já não diz "é" mas sim " poderá ser"....
e certezas?
mas levando isto para o lado da paixão..
a culpa não é bem dos jornalistas...mas sim da omissão de informação...e da falta do que dizer...se não há mais nada para dixer e há tempo e linhas para ocupar...só nos restam as suposições...
Não será assim?

Monday, October 29, 2007

Máxima do jornalismo investigativo...

"Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe."

Máxima do jornalismo investigativo


Uma verdade que se pode constatar nos dias de hoje.....principalmente em Portugal.

Para meditar....

( e também para actualizar)

http://www.pensador.info/autor/Maxima_do_jornalismo_investigativo/

Tuesday, July 10, 2007

Um ano em JCC...memórias





" Sangue, Suor e Lágrimas", diria Churchill. Eu diria antes " Alegria, Suor e Lágrimas". Aconteceu uma segunda guerra mundial na minha vida. A primeira presumo que tenha sido a longa caminhada para chegar aqui. O início desta segunda guerra foi tão importante...marcou-me tanto. Lembro-me agora de tudo e recordo com nostalgia, o que muitos estão neste momento a viver. Os exames, a angústia de saber as notas, a corrida para as candadituras, as médias, a angústia de não se saber se se conseguiu ou não entrar no curso desejado. Vi as notas, contei os dias até saber resultados, até que no Dia D lá estava eu sentada na minha cadeira e de repente desatei aos pulos de alegria quando vi que tinha entrado na JCC. Passava pouco mais das 8h da manhã. Depois o episódio de ir a Jornalismo inscrever-me. Lembro-me das primeiras pessoas que vi e conheci e como fiquei fascinada pela JPN que na altura não fazia a menor ideia do que aquilo era. Falaram-me da praxe e pronto fui ver como era. Primeiro e único dia de praxe: inesquécivel. Foi o suficiente para ter desistido de um momento para o outro. Estava cansada e queria era aulas. Conheci muita gente. Nos primeiros dias vi logo as pessoas com quem me viria a dar bem ao longo do ano, vi sorrisos e vi experiências...aprendi muito. Conheci a Inês, ao início tímida mas uma pessoa com uma enorme garra e determinação. A Tatiana, mais conhecida por Tati, que passei a admirar quando soube do percurso que fez e da coragem que teve para começar do zero e tentar uma nova aventura. A Sónia que me emprestou os apontamentos e que se vai safando em tudo. É alguém que sabe deserascar-se. Depois o Clio que muito espantado ficava ao ver a quantidade de guardanapos que eu gastava a comer uma torrada. O Jorge a quem eu fiz a "vida negra" no primeiro semestre e que também me supreendeu imenso. A Marta que sempre encarei como uma autêntica intelectual e uma pessoa inteligente e perspicaz. E muitos mais, a Diana que tem aquele sorriso bonito e aquela simpatia que chama logo para conversar, a Cátia com as suas bijuterias ( o livrinho), a andreia, a elsa, o pedro que me ajudou no meu filme, etc, etc. Mas não posso deixar de referir a pessoa que conheci mais tarde e que se veio a tornar numa amiga e verdadeira colega em todo o espírito da coisa: a Eliana. Bem me lembro da aula de fotografia e da bandelete vermelha. XD . De todos os almoços, horas de paciência para me aturar nas aulas práticas e de trabalho, etc, etc. =) Descobri uma nova vida em JCC. A princípio fechei-me e depois convenci-me que tinha de me adaptar. Foi essa menina que me pôs nas vidas académicas, trajes e afins. E pronto, falar nisso lembra-me a Serenata, o cortejo, a imposição, as reuniões e as pessoas fantásticas que conheci. NIsto tudo é impossível não falar da minha madrinha, que é um exemplo para mim e muito me ensinou. =) E falar na JCC é também falar nas instalações que são como uma casinha para mim, nos funcionários ( o Sr Coelho ou Mr Rabbit XD ), nos professores ( uns marcaram menos que os outros) com quem muito aprendi, no convívio do bar e da sala de convívio, das aulas do professor Pedro de que toda a gente deve sentir saudades ( por causa do sorriso castiço ), de tanta tanta coisa. E agora que acaba este meu primeiro tenho tanto a recordar, tantas pessoas na memória, tantos dias bons e maus, tantas notas agradáveis e outras desagradáveis, tanta coisa!


Até para o ano JCC ! =) Boas férias a todos.