Monday, November 5, 2007

" Poderia ser" Jornalismo- Manuel António Pina

""Poderia ser" jornalismo

Por outras, palavras,
Manuel, António, Pina
Uma das características de algum jornalismo que hoje por aí se faz é que nada acontece, tudo "poderia ter acontecido" ou "poderá acontecer". Outro dia pus-me a contar os futuros e condicionais de uma "notícia" de uns poucos de períodos publicada no "Correio da Manhã" sobre o desaparecimento de Maddie McCann. Ao todo, contei 10 condicionais e futuros hipotéticos para um único e glorioso "foram". A "notícia", assinada por uma jornalista "de investigação", era só uma ociosa enumeração de suposições as análises "podem ser" hoje enviadas para Portugal; um cão pisteiro "ter-se-á mostrado" nervoso, o que "poderia indiciar" não sei o quê; "a utilização de cães pisteiros "terão sido sugeridos" (sic) pelos ingleses; um amigo dos McCann "terá levantado" suspeitas; um inglês "poderá ser extraditado"; os McCann "terão arrendado uma casa"; etc.. Por outro lado, as raras vezes que, em tal jornalismo, algo acontece, acontece "alegadamente": a mulher foi alegadamente atropelada, o sinal verde estava alegadamente aceso, o automobilista teria alegadamente 2 gramas de sangue no álcool. E tudo segundo fontes "próximas" de qualquer coisa, pois os jornalistas, hoje, não afirmam nem confirmam, repetem. Por estas e por outras, cada vez admiro mais o "Borda d'Água". "
5 de Noivembro, JN
O que é bom, é bom.... Na primeira crónica lida para o trabalho de imprensa, descubro que afinal ainda se escreve bem em poucas linhas neste país...
E de facto...embora o Jornalismo seja uma ambição e paixão para muitos, já não é o que era... já não diz "é" mas sim " poderá ser"....
e certezas?
mas levando isto para o lado da paixão..
a culpa não é bem dos jornalistas...mas sim da omissão de informação...e da falta do que dizer...se não há mais nada para dixer e há tempo e linhas para ocupar...só nos restam as suposições...
Não será assim?

Monday, October 29, 2007

Máxima do jornalismo investigativo...

"Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe."

Máxima do jornalismo investigativo


Uma verdade que se pode constatar nos dias de hoje.....principalmente em Portugal.

Para meditar....

( e também para actualizar)

http://www.pensador.info/autor/Maxima_do_jornalismo_investigativo/

Tuesday, July 10, 2007

Um ano em JCC...memórias





" Sangue, Suor e Lágrimas", diria Churchill. Eu diria antes " Alegria, Suor e Lágrimas". Aconteceu uma segunda guerra mundial na minha vida. A primeira presumo que tenha sido a longa caminhada para chegar aqui. O início desta segunda guerra foi tão importante...marcou-me tanto. Lembro-me agora de tudo e recordo com nostalgia, o que muitos estão neste momento a viver. Os exames, a angústia de saber as notas, a corrida para as candadituras, as médias, a angústia de não se saber se se conseguiu ou não entrar no curso desejado. Vi as notas, contei os dias até saber resultados, até que no Dia D lá estava eu sentada na minha cadeira e de repente desatei aos pulos de alegria quando vi que tinha entrado na JCC. Passava pouco mais das 8h da manhã. Depois o episódio de ir a Jornalismo inscrever-me. Lembro-me das primeiras pessoas que vi e conheci e como fiquei fascinada pela JPN que na altura não fazia a menor ideia do que aquilo era. Falaram-me da praxe e pronto fui ver como era. Primeiro e único dia de praxe: inesquécivel. Foi o suficiente para ter desistido de um momento para o outro. Estava cansada e queria era aulas. Conheci muita gente. Nos primeiros dias vi logo as pessoas com quem me viria a dar bem ao longo do ano, vi sorrisos e vi experiências...aprendi muito. Conheci a Inês, ao início tímida mas uma pessoa com uma enorme garra e determinação. A Tatiana, mais conhecida por Tati, que passei a admirar quando soube do percurso que fez e da coragem que teve para começar do zero e tentar uma nova aventura. A Sónia que me emprestou os apontamentos e que se vai safando em tudo. É alguém que sabe deserascar-se. Depois o Clio que muito espantado ficava ao ver a quantidade de guardanapos que eu gastava a comer uma torrada. O Jorge a quem eu fiz a "vida negra" no primeiro semestre e que também me supreendeu imenso. A Marta que sempre encarei como uma autêntica intelectual e uma pessoa inteligente e perspicaz. E muitos mais, a Diana que tem aquele sorriso bonito e aquela simpatia que chama logo para conversar, a Cátia com as suas bijuterias ( o livrinho), a andreia, a elsa, o pedro que me ajudou no meu filme, etc, etc. Mas não posso deixar de referir a pessoa que conheci mais tarde e que se veio a tornar numa amiga e verdadeira colega em todo o espírito da coisa: a Eliana. Bem me lembro da aula de fotografia e da bandelete vermelha. XD . De todos os almoços, horas de paciência para me aturar nas aulas práticas e de trabalho, etc, etc. =) Descobri uma nova vida em JCC. A princípio fechei-me e depois convenci-me que tinha de me adaptar. Foi essa menina que me pôs nas vidas académicas, trajes e afins. E pronto, falar nisso lembra-me a Serenata, o cortejo, a imposição, as reuniões e as pessoas fantásticas que conheci. NIsto tudo é impossível não falar da minha madrinha, que é um exemplo para mim e muito me ensinou. =) E falar na JCC é também falar nas instalações que são como uma casinha para mim, nos funcionários ( o Sr Coelho ou Mr Rabbit XD ), nos professores ( uns marcaram menos que os outros) com quem muito aprendi, no convívio do bar e da sala de convívio, das aulas do professor Pedro de que toda a gente deve sentir saudades ( por causa do sorriso castiço ), de tanta tanta coisa. E agora que acaba este meu primeiro tenho tanto a recordar, tantas pessoas na memória, tantos dias bons e maus, tantas notas agradáveis e outras desagradáveis, tanta coisa!


Até para o ano JCC ! =) Boas férias a todos.

Friday, June 29, 2007

Sapo Cocas e o jornalismo

Nostalgia...

Acho que foi o sapo cocas o grande inspirador de querer ser jornalista! =P

Não serão alguns jornalistas de hoje também assim? " A sua casa foi totalmente destruída. Como se sente?".. Bem alguma tem de ser perguntada...

Friday, June 15, 2007

Jornalismo de Investigação


"Investigative journalists are simply people who have their eyes and ears constantly open to possible story ideas, and the impetus to start digging into a particular issue can come from just about anywhere. " Todd Schindler




O que é o Jornalismo de Investigação? Essa é uma pergunta pertinente. É mais explicada por exemplos do que por teoria. Trata-se de uma aposta do jornalismo em aprofundar um determinado tema, esmiossá-lo, tal como indica Todd Schindler no site da AIR (America's Investigation Report). Se não fosse o jornalismo de investigação, o que seria do serviço público, da opinião pública ou da vida em si mesmo?




O jornalismo de investigação implica, denuncia, ensina, explica. Exemplos disso são o Caso Watergate ( dois jornalistas do Washington Post denunciam os escândalos nas eleições dos Estados Unidos) no estrangeiro e os caso da Casa Pia em Portugal desenvolvido por Felícia Cabrita. Em Portugal á muito pouco jornalismo de investigação. Não sei se por falta de meios, se por medo de avançar com as notícias, ou por piores razões: censura. O jornalismo acabava por vezes com a manipulação, só mostra o que é conveniente mostrar. Para o interesse dos media e para o interesse de quem está acima deles.




Um bom jornalista de investigação necessita de ser curioso, perspicaz, inteligente e sobretudo deve saber quando lançar a informação. Por vezes é a coragem de muitos jornalistas e a determinação em contar determinadas histórias, que leva à sua morte. Por ano morrem muitos jornalistas. Veronica Guerin e Daniel Pearl são exemplos disso. Hoje em dia há filmes em sua homenagem ( "O Preço da Coragem" e " A mighty heart", mais recente).




Tuesday, June 5, 2007

"Working class hero"- um clássico e um êxito



Uma grande música de John Lennon, um clássico e um verdadeiro exemplo. Vale apena ouvir...

Tuesday, May 15, 2007

Cortejo académico coloriu e alegrou a baixa do Porto


Milhares de estudantes encheram de novo a baixa portuense de cor e alegria no decorrer do cortejo académico. As emoções transbordaram nos principais locais da cidade, desde a Restauração e a Cordoaria até explodirem nos Clérigos e fazerem furor nos Aliados. Os estudantes fizeram a festa. Os pais, avós, irmãos, tios e amigos aguentaram o imenso calor para receberem com orgulho os seus entes queridos.



Não faltou folia na principal festa académica da cidade do Porto. O cortejo dividiu-se em emoções. Por um lado estavam os caloiros que em breve deixariam de o ser e a vivência de um primeiro cortejo. Por outro, os finalistas que se despediram da sua vida de estudantes já com a saudade estampada no rosto. “ Somos finalistas!” – foi um dos gritos mais entoados pelos universitários. Cartolas e bengalas de várias cores preencheram a baixa portuense. A diversão foi um facto numa tarde marcada pelo calor e pela alegria. A sede era já muita e por isso não faltou a venda de bebidas frescas para refrescar as gargantas dos estudantes. A cerveja e a água ajudaram à festa. Os flashes das máquinas fotográficas estavam também presentes. Todos queriam recordar este dia.



Gritar pelos cursos

Os estudantes gritaram a uma só voz pelas suas faculdades. Os vários cursos conviveram uns com os outros. Exemplo disso foi a festa feita entre os alunos de Jornalismo e Ciências da Comunicação (JCC) e os da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Os estudantes da JCC gritaram por Engenharia e Engenharia berrou por Jornalismo. Não faltou também por parte da FEUP, a referência ao Primeiro-ministro. “ Se o Sócrates quer ser engenheiro, tem de acabar esse curso até ao fim, até ao fim!” – foi o que se entoou ao longo das ruas do Porto.



O cortejo, que começou mais tarde que o previsto, durou até à noite onde a folia parecia não acabar. As palmas e as canções repetiram-se sem cessar. Apenas por volta das 18h é que o desfile chegou aos Aliados. Milhares de pessoas esperavam ansiosamente a passagem dos estudantes. Na tribuna encontravam-se os reitores da Universidade do Porto e o presidente da Câmara, Rui Rio, prontos a felicitar os universitários por mais um passo na sua vida académica.

Animação nos carros alegóricos

Os carros alusivos aos cursos marcaram, como sempre, presença no cortejo. Com as habituais mensagens e sem faltar a imaginação, este ano contou-se com uma surpresa no carro dos estudantes de Medicina do S.João. Estava lá uma das figuras mais carismáticas da cidade do Porto por uns tratado por “Animal”, por outros conhecido como “ Emplastro”.


“Um momento único”


A confusão e os sorrisos misturam-se com os estudantes num momento que se revelou inesquecível. A emoção de passar a tribuna quer para os caloiros quer para os finalistas foi um facto. Ana Gonçalves, caloira do Instituto Superior da Maia (ISMAI), refere o cortejo como um “momento único”. “ Ao passar a tribuna fiquei com uma lagrimazinha no olho. Foi óptimo sentir que valeu a pena passar por todas as praxes, por todos momentos importantes que marcaram este ano”, acrescentou.


Já para a finalista do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, Diana Santos o cortejo “ não significou nada em especial”. “ Foi mais importante porque ao mesmo tempo que acompanhava o cortejo estava a trabalhar, o que é óptimo.”- explica. Refere ainda estar feliz pelo percurso feito ao longo do tempo e entende que o cortejo “simboliza essa passagem, esse crescimento, qualquer que seja o ano do curso que frequentamos”. No entanto sobre momento de passar a tribuna revela que foi mais importante, mas que sentiu uma “revolta entristecida”. “ Há demasiadas regras para um momento que devia ser festivo e que é sobretudo tão pessoal para cada estudante” – lamenta.


Quem assistiu ao cortejo também não ficou indiferente. Bruno Fernandes, estudante da Faculdade Letras da Universidade do Porto, gostou do cortejo, mas tece algumas críticas à organização. “ Acho que há falta de organização. Devia ser pontual e não o foi. Devia ser criada uma infra-estrutura para as pessoas assistirem ao cortejo, uma vez que os Aliados têm bastante espaço” – refere.



O dia do cortejo que se revelou marcante para todos rematou com mais uma noite da Queima das Fitas. A folia e a vivacidade continuaram pela noite fora. O que começara com o entoar das canções das faculdades veio a acabar ao som de Quim Barreiros e Fernando Pereira.