Tuesday, May 15, 2007

Cortejo académico coloriu e alegrou a baixa do Porto


Milhares de estudantes encheram de novo a baixa portuense de cor e alegria no decorrer do cortejo académico. As emoções transbordaram nos principais locais da cidade, desde a Restauração e a Cordoaria até explodirem nos Clérigos e fazerem furor nos Aliados. Os estudantes fizeram a festa. Os pais, avós, irmãos, tios e amigos aguentaram o imenso calor para receberem com orgulho os seus entes queridos.



Não faltou folia na principal festa académica da cidade do Porto. O cortejo dividiu-se em emoções. Por um lado estavam os caloiros que em breve deixariam de o ser e a vivência de um primeiro cortejo. Por outro, os finalistas que se despediram da sua vida de estudantes já com a saudade estampada no rosto. “ Somos finalistas!” – foi um dos gritos mais entoados pelos universitários. Cartolas e bengalas de várias cores preencheram a baixa portuense. A diversão foi um facto numa tarde marcada pelo calor e pela alegria. A sede era já muita e por isso não faltou a venda de bebidas frescas para refrescar as gargantas dos estudantes. A cerveja e a água ajudaram à festa. Os flashes das máquinas fotográficas estavam também presentes. Todos queriam recordar este dia.



Gritar pelos cursos

Os estudantes gritaram a uma só voz pelas suas faculdades. Os vários cursos conviveram uns com os outros. Exemplo disso foi a festa feita entre os alunos de Jornalismo e Ciências da Comunicação (JCC) e os da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Os estudantes da JCC gritaram por Engenharia e Engenharia berrou por Jornalismo. Não faltou também por parte da FEUP, a referência ao Primeiro-ministro. “ Se o Sócrates quer ser engenheiro, tem de acabar esse curso até ao fim, até ao fim!” – foi o que se entoou ao longo das ruas do Porto.



O cortejo, que começou mais tarde que o previsto, durou até à noite onde a folia parecia não acabar. As palmas e as canções repetiram-se sem cessar. Apenas por volta das 18h é que o desfile chegou aos Aliados. Milhares de pessoas esperavam ansiosamente a passagem dos estudantes. Na tribuna encontravam-se os reitores da Universidade do Porto e o presidente da Câmara, Rui Rio, prontos a felicitar os universitários por mais um passo na sua vida académica.

Animação nos carros alegóricos

Os carros alusivos aos cursos marcaram, como sempre, presença no cortejo. Com as habituais mensagens e sem faltar a imaginação, este ano contou-se com uma surpresa no carro dos estudantes de Medicina do S.João. Estava lá uma das figuras mais carismáticas da cidade do Porto por uns tratado por “Animal”, por outros conhecido como “ Emplastro”.


“Um momento único”


A confusão e os sorrisos misturam-se com os estudantes num momento que se revelou inesquecível. A emoção de passar a tribuna quer para os caloiros quer para os finalistas foi um facto. Ana Gonçalves, caloira do Instituto Superior da Maia (ISMAI), refere o cortejo como um “momento único”. “ Ao passar a tribuna fiquei com uma lagrimazinha no olho. Foi óptimo sentir que valeu a pena passar por todas as praxes, por todos momentos importantes que marcaram este ano”, acrescentou.


Já para a finalista do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, Diana Santos o cortejo “ não significou nada em especial”. “ Foi mais importante porque ao mesmo tempo que acompanhava o cortejo estava a trabalhar, o que é óptimo.”- explica. Refere ainda estar feliz pelo percurso feito ao longo do tempo e entende que o cortejo “simboliza essa passagem, esse crescimento, qualquer que seja o ano do curso que frequentamos”. No entanto sobre momento de passar a tribuna revela que foi mais importante, mas que sentiu uma “revolta entristecida”. “ Há demasiadas regras para um momento que devia ser festivo e que é sobretudo tão pessoal para cada estudante” – lamenta.


Quem assistiu ao cortejo também não ficou indiferente. Bruno Fernandes, estudante da Faculdade Letras da Universidade do Porto, gostou do cortejo, mas tece algumas críticas à organização. “ Acho que há falta de organização. Devia ser pontual e não o foi. Devia ser criada uma infra-estrutura para as pessoas assistirem ao cortejo, uma vez que os Aliados têm bastante espaço” – refere.



O dia do cortejo que se revelou marcante para todos rematou com mais uma noite da Queima das Fitas. A folia e a vivacidade continuaram pela noite fora. O que começara com o entoar das canções das faculdades veio a acabar ao som de Quim Barreiros e Fernando Pereira.







Monday, April 30, 2007

VEM: ser voluntário em Matosinhos



O VEM ( Voluntariado Em Matosinhos) é um projecto organizado pela Câmara Municipal de Matosinhos (CMM) e visa uma participação mais activa dos cidadãos em projectos de solidariedade social. Uma vez que o voluntariado é muito importante na autarquia e ao mesmo tempo pouco vísivel, criou-se um projecto onde todos os interessados em voluntariado se possam inscrever.


O voluntariado pode ser feito em várias instituições, tais como o ALADI ( Associação Lavrense de Apoio ao Diminuido Intelectual), a Obra do Padre Grilo, o Centro de
Convívio da 3ª idade de Santa Cruz do Bispo, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Leça do Balio, a Associação A Casa do Caminho, entre outros.


Maria José Rodrigues, chefe da Divisão da Juventude e Voluntariado, afirma que há um investimento por parte da Câmara em angariar voluntários para qualquer área de intervenção, desde a educação, turismo, juventude, cultura, desporto, ambiente. Refere ainda que o objectivo do programa não é apenas aumentar o voluntariado social, mas sim estendê-lo a vários campos.


Será que o projecto VEM irá conseguir minorar os problemas sociais do concelho? Confrontada com esta questão responde: “Uma vez que o projecto emergiu através de uma avaliação de necessidades das instituições parceiras face ao voluntariado, considera-se que um dos objectivos do projecto é, de facto, reduzir os problemas das instituições, quer sociais ou de outro âmbito.” A autarquia, acrescenta a responsável, “proporciona formação aos voluntários, bem como às instituições parceiras, no sentido de se rentabilizar este recurso como uma mais valia para todas as partes envolvidas.”


Segundo o site da CMM, pretende-se que os voluntários tenham um perfil adequado e disponibilidade. Os requisitos mínimos pedidos são ter mais de 16 anos e a escolaridade mínima obrigatória e respeitar os princípios deontológicos do voluntariado.

O site da Câmara disponibiliza um formulário online onde todos os interessados se podem inscrever. O voluntário tem oportunidade de escolher a área que mais se adapta ao seu perfil e de explicar as razões pelas quais gostaria de fazer voluntariado.

Para ser voluntário é necessário ter características como a motivação, a disponibilidade, o gosto pela ajuda ao próximo, o espírito de equipa, entre outras. Tem também como responsabilidades principais: ter atenção às necessidades de todos, ser realista, representar a instituição e os seus ideiais e ter uma atitude positiva.

Este projecto tem sido bem sucedido. Maria José Rodrigues diz que há bastantes inscrições, tanto de voluntários, como de instituições. “ Até ao momento temos cerca de 100 voluntários inscritos e 60 instituições parceiras”, acrescenta. Não há data de término para as inscrições dos voluntários, “ já que as necessidades das instituições são cíclicas e recorrentes.” A chefe da Divisão da Juventude e Voluntariado reitera também o papel da Câmara neste processo: “ a Câmara Municipal assume o papel de entidade organizadora das práticas de voluntariado junto das instituições que aderiram ao projecto e dos voluntários inscritos, sendo responsável pela avaliação, monitorização, formação e emparelhamento entre voluntários e instituições.”





Wednesday, April 11, 2007

Novo vídeo de Pedro Abrunhosa







Um vídeo que mostra uma realidade social que marca o nosso país de norte a sul. Uma iniciativa de Pedro Abrunhosa para despertar um pouco as mentes dos portugueses acerca deste problema. Utiliza-se a música numa vertente mais social transmitindo uma mensagem de solidariedade que chega mais rapidamente aos nossos ouvidos e uma imagem forte que nos fica atravessada na garganta. E porquê? Porque no dia a dia nos esquecemos de olhar com olhos de ver para as coisas menos boas. Porque viramos as costas e nos tornamos seres frios e indiferentes. Porque um dia poderemos encontrarnos num beco sem saída. Porque é preciso saber números e tentar melhorar este tipo de situações.







" Quem me leva os meus fantasmas?" - uma pergunta que podemos fazer sem saber o que ela realmente siginfica.Para uns, os fantasmas são passados amorosos. Para outros, os fantasmas são os infurtunios da vida, sonhos perdidos, famílias desfeitas, exclusão social, falta de emprego, dormir no chão, ter ilusões... No fundo ter uma vida que não é vida.








Deparamo-nos muitas vezes com esta realidade. Ajudar nunca é demais. Por vezes gastamos dinheiro num masso de tabaco ou num capricho qualquer quando poderiamos comprar a revista Cais para ajudar as pessoas a sair das ruas. Como diria a lema da Addidas, por mais complicado que as coisas sejam : " impossible is nothing".








s e m a b r i g o

Olhamos para eles e sentimo-nos incomodados.
Incomodados e impotentes.
Podemos aliviar a consciência com uma moeda.
Ou com comida.
Ficamos aliviados mas não curados.
Há qualquer coisa que continua a roer por dentro.

A culpa não é nossa.
Individualmente.
Se calhar nem deles.
Individualmente.

É bom que nos sintamos incomodados.
Será ainda melhor que façamos alguma coisa.
Alguma coisa significativa.
Alguma coisa que os alivie.
E tambem alguma coisa que evite o aparecimento de outros como eles
(eventualmente nós próprios).

Monday, April 2, 2007

Digging, o que significa?




O "Digging" é mais um processo de navegação no mundo da web 2.0. Se os tags no permitem etiquetar os nossos textos, imagens e vídeos e o "embed" nos permite colocar vídeos nos nossos sites e partilhá-los com outras pessoas, o digging vai permitir que o internauta possa assumir por si próprio o papel de editor de notícias.




Com o Digging, podem ser colocadas notícias sobre várias categorias ( ciência, sociedade...) e decidir quais delas são as mais importantes por meio de uma votação.



Com o digging podemos escolher o que mais nos interessa, ter rápido acesso a informação e dar a nossa opinião. O digging é o processo que nos leva a seleccionar os favoritos no mundo da informação.




Desta feita, encontramo-nos com um duplo papel de leitores, críticos e jornalistas, ao descarregar as notícias do nosso interesse, a seleccioná-las e a votar nas nossas favoritas.




Existem dois tipos de Digg: o Digg espião, isto é, aquele que nos permite descobrir quem está a fazer "digging" ao mesmo tempo que nós e o Digg de laboratório, ou seja, um meio de aprofundar este processo e de nps informar acerca das notícias que já foram descarregadas. Estas duas formas de exploração deste site permitem ao cibernauta ter uma melhor noção de tudo o que se passa, já que por dia milhões de notícias vão aparecendo acabando outras por desaparecer da lista das mais recentes.





Para finalizar, um pequeno vídeo explicativo sobre o Digging:





Doenças em jovens adultos





Alguns sintomas de risco das doenças mentais que afectam a população mais jovem.

O clássico dos clássicos




A lembrança mais querida da minha infância e um clássico na memória de todos. Dá saudades...

Tuesday, March 27, 2007

Dia Mundial do Teatro


A vida é como um teatro: rimos, choramos, fantasiamos, gritamos, sentimos. A vida dura quase tanto tempo como uma peça de teatro, sempre com muito suspense, tragédia ou aventura. Temos de ser actores a tempo inteiro, pois nunca sabemos quando a cortina se fecha. Também temos audiência, aplaudimos e somos aplaudidos, mas quando tudo acaba passamos a estar na mente de quem nos admira e não podemos mais representar da mesma maneira a mesma peça.



Hoje comemora-se o Dia Mundial do Teatro, celebrado com um manifesto à cultura a partir da exibição de vários espetáculos gratuitos em diversos pontos do país. A pergunta que se faz é: de onde vem o teatro?
A palavra teatro tem como origem o vocábulo "Théatron " que designa um lugar onde se assiste a algo. O teatro é também considerado como a dramatização à frente de uma audiência, noção que faz sentido no contexto da Grécia antiga onde este surgiu. O teatro surgiu então na Grécia Antiga no século IV a.C.





Teatro indica ,ao mesmo tempo, um lugar físico e um mundo imaginário de personagens à volta de uma história. Tantas vezes referimos que vamos ao teatro enquanto sítio e não que vamos ver a peça X ou Y. O teatro é considerado também uma arte: a arte de representar.
Este espetáculo surgiu pela primeira vez para honrar Dionísio, o Deus do vinho. As primeiras peças de teatro tinham como género predominante a Tragédia e foram escritas por personalidades gregas importantes como Ésquilo, Sófocles e Eurípides.





Em Portugal, o teatro teve como fundador Gil Vicente que escreveu peças satíricas como é o caso de : o Auto da Barca do Inferno. Continuou a desenvolver-se com nomes importantes como António Ferreira ( "Castro") e Almeida Garrett ("Frei Luís de Sousa").





O teatro divide-se hoje em múltiplos géneros teatrais que vão desde a tragédia e a comédia ao teatro de rua e de fantoches.
O teatro foi um grande avanço a nível cultural, tem uma forte componente de entrenimento e tem-se vindo a desenvolver ao longo dos anos. Grande parte do vasto leque de actores de televisão portugueses inicou a sua carreira no teatro ( Ruy de Carvalho, Fernanda Lapa, Maria João Abreu, entre outros.).