Tuesday, December 25, 2007

Bolonha fez bolonhesa dos alunos universitários!


Devem estar a perguntar-se.... : mas isto é um blogue sobre Jornalismo e objectividade ou é um blog sobre comida?
Pois estão enganados.... não vos vou falar hoje de comida...Mas sim desta " massa à bolonhesa" que nos fez o processo de Bolonha. Um semestre já deu para provar o sabor de Bolonha.Pois sabe mal, sabe muito mal. Gosto tanto de Bolonha, como gosto de carne. Sendo vegetariana, vejam o meu imenso gosto por este processo. É verdade, estimados leitores e se calhar vítimas deste prato de comida que dá a volta à barriga, Bolonha tranformou-nos a todos em carne picada..... Uns mais do que outros, é verdade.

Trabalho é bom , sim senhor... Mas trabalho em excesso, obrigatoriedade em ir às aulas ( se não tivermos com vontade de ouvir o professor e se formos para as aulas contrariados, aprendemos a mesmíssima coisa do que se estivessemos em casa), e ter ainda que participar nas aulas....... Interactividade, muita prática e ao mesmo tempo teoria. Disciplinas a mais. É assim que se aprende? A ter trabalho e stress até às orelhas? É claro que o estudante que, depois de um semestre inteiro a trabalhar que nem um mouro, e pela altura do Natal tem pesadelos porque tem exames para estudar e trabalhos para entregar dá em maluco!

E descanso, meus senhores? Será que vale apena todo este esforço? Será que é assim que se aprende? Será que é bom aprender tudo à pressa em 3 anos para depois irmos gastar outros balúrdios no Mestrado?
Sim, é bom trabalhar e pensar no futuro....mas tanto trabalho faz com que fiquemos a perder em alguns aspectos.... Não podemos trabalhar tanto para depois sermos massa amorfa no sofá, à espera que o país nos dê oportnidade de emprego. Isto porque a grande maioria dos estudantes portugueses não tem dinheiro para pagar propinas ou para comprar uma casa para depois dos estudos, fará para ir estudar ou trabalhar para outro país!

Se o Governo pensasse mesmo no futuro da educação no Ensino Superior, repensava melhor Bolonha, ou pelo menos baixava as propinas..........
Era uma forma de nos ajudar a destraumatizar deste processo de Bolonha! Agora no final do semestre sinto que o meu cérebro já está feito em picadinho e que ainda tenho um longo processo a decorrer e que mal tempo há para descansar.
Esta paragem dos dias de festa já dá comigo em doida porque não dá para trabalhar........com tanto trabalho e estudo à porta só espero não me engasgar com uma uva passa no ano novo!

Com isto aproveito para desejar Bom Ano Novo a todos, se Deus e se o processo de Bolonha quiserem....!
Tudo de bom!

Wednesday, November 28, 2007

Refúgio das Patinhas: o dia-a-dia de um grupo que recolhe e ajuda de animais abandonados


O Refúgio das Patinhas não é uma associação, mas sim um grupo de voluntários que constituem Famílias de Acolhimento Temporário (FAT’S) e que recolhe e ajuda animais a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, estudante universitária de 20 anos, colabora com o Refúgio das Patinhas e conta um pouco do dia-a-dia deste grupo.



“ Decidimos não criar uma associação porque em termos burocráticos tem muitas regras. O Refúgio surgiu como alternativa a uma associação normal. E já está aqui há bastante tempo, já lá vão 4 anos.”- afirma. A estudante recebe telefonemas de pessoas interessadas, trata dos donativos e ajuda na divulgação de casos de animais abandonados. Todo este trabalho é conciliado com a faculdade.




Este projecto ajuda pessoas que recebem os animais em suas casas e que precisam de apoio para tratar deles. Não são uma associação e por isso não têm sócios. Utilizam a internet para divulgar os vários casos e daí recebem vários donativos. “ As nossas ajudas vêm todas da Internet. São mais ajudas em termos monetários, porque apesar de nós não sermos associação, as pessoas ajudam-nos e não têm problemas com isso. Também temos ajudas em termos materiais como ração.”- esclarece a estudante.



O Refúgio das Patinhas tem à volta de 100 animais. Trata-se de um trabalho difícil e que requer uma coordenação de tarefas. Contam com a colaboração de associações como a Pelos Animais que se responsabiliza pela criação e manutenção do site do grupo. O dia-a-dia do Refúgio das Patinhas é “ muito complicado”, como confessa Cláudia Maia. “ Nós somos várias pessoas. (…) Recebo contactos durante todo o dia (…), estou muitas horas na Internet a divulgar casos de animais. A Ana trata dos e-mails e dos contactos de pessoas que queiram adoptar e que sejam bons.” “ É muita azáfama.”, revela.




Neste último ano têm sido abandonados muitos animais. O Refúgio das Patinhas tem de estabelecer um limite para a recolha de cães e gatos. Teve de o fazer principalmente no passado mês de Outubro que se revelou muito complicado. “ Temos de saber quando parar. O que está a acontecer este mês (Outubro) é que sabemos de casos de cães que estão na rua e que estão a precisar de ajuda e tentamos colocar um apelo na Internet para tentar arranjar uma Família de Acolhimento Temporária.” – explica Cláudia Maia. Cada vez mais animais são abandonados em Portugal. Já não é no Verão, mas durante todo o ano.







Texto de Renata Silva.

Refúgio das Patinhas: “O abandono de animais é muito relativo”



O Refúgio das Patinhas recolhe animais abandonados e ajuda-os a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, tece algumas considerações sobre a situação de abandono em Portugal e sobre o caso concreto das adopções do Refúgio das Patinhas.




“O abandono de animais é muito relativo”, afirma Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, a respeito das causas do abandono de animais. “ Nós em Portugal não temos muita formação. Por exemplo, a falta de educação das pessoas para com os animais, acho que é um factor muito importante.” – acrescenta. “ Nós recebemos imensos telefonemas com pessoas a dizer que querem uma cadela e eu pergunto onde é que ela vai dormir, se é em casa ou no quintal, e dizem-me que ela vai estar acorrentada.” Entre outras causas Cláudia Maia refere os divórcios como um dos principais factores do abandono de animais.



O abandono reflecte-se muito nos canis. “ A situação dos canis em Portugal é muito triste.”- comenta. Os canis não permitem às pessoas tirar fotos para divulgar os casos e ajudar nas adopções. “Há o caso das pessoas que querem divulgar os animais dos canis e tirar fotografias para pôr na Internet, mas eles não facilitam este processo. Ajudar a divulgar os animais dos canis seria um bom começo, mas infelizmente não se consegue.”- afirma Cláudia Maia.


Num balanço das adopções de cães e de gatos do Refúgio das Patinhas há alguma relatividade e gera-se alguma expectativa. “É muito relativo porque há fases em que damos muitos animais e outras em que damos muito menos. Vai chegar Dezembro e vamos dar imensos, espero eu.”



Com toda esta “azáfama”, como refere Cláudia Maia, é complicado atender a todas as chamadas que são feitas, fazer deslocações sem ter transporte e conciliar todo o trabalho com a faculdade.


Prioridades do Refúgio das Patinhas? “…acho que neste trabalho não se pode estabelecer prioridades. Este é um contexto que muda todos os dias.”, afirma Cláudia Maia. O Refúgio das Patinhas trabalha em várias vertentes. “Tentamos então agir em várias vertentes: tentar arranjar FAT’s, tentar arranjar fundos… Mas são sempre objectivos a curto prazo, de semana a semana, dia-a-dia porque senão não conseguimos mais.”



Texto de Renata Silva.

Monday, November 5, 2007

" Poderia ser" Jornalismo- Manuel António Pina

""Poderia ser" jornalismo

Por outras, palavras,
Manuel, António, Pina
Uma das características de algum jornalismo que hoje por aí se faz é que nada acontece, tudo "poderia ter acontecido" ou "poderá acontecer". Outro dia pus-me a contar os futuros e condicionais de uma "notícia" de uns poucos de períodos publicada no "Correio da Manhã" sobre o desaparecimento de Maddie McCann. Ao todo, contei 10 condicionais e futuros hipotéticos para um único e glorioso "foram". A "notícia", assinada por uma jornalista "de investigação", era só uma ociosa enumeração de suposições as análises "podem ser" hoje enviadas para Portugal; um cão pisteiro "ter-se-á mostrado" nervoso, o que "poderia indiciar" não sei o quê; "a utilização de cães pisteiros "terão sido sugeridos" (sic) pelos ingleses; um amigo dos McCann "terá levantado" suspeitas; um inglês "poderá ser extraditado"; os McCann "terão arrendado uma casa"; etc.. Por outro lado, as raras vezes que, em tal jornalismo, algo acontece, acontece "alegadamente": a mulher foi alegadamente atropelada, o sinal verde estava alegadamente aceso, o automobilista teria alegadamente 2 gramas de sangue no álcool. E tudo segundo fontes "próximas" de qualquer coisa, pois os jornalistas, hoje, não afirmam nem confirmam, repetem. Por estas e por outras, cada vez admiro mais o "Borda d'Água". "
5 de Noivembro, JN
O que é bom, é bom.... Na primeira crónica lida para o trabalho de imprensa, descubro que afinal ainda se escreve bem em poucas linhas neste país...
E de facto...embora o Jornalismo seja uma ambição e paixão para muitos, já não é o que era... já não diz "é" mas sim " poderá ser"....
e certezas?
mas levando isto para o lado da paixão..
a culpa não é bem dos jornalistas...mas sim da omissão de informação...e da falta do que dizer...se não há mais nada para dixer e há tempo e linhas para ocupar...só nos restam as suposições...
Não será assim?

Monday, October 29, 2007

Máxima do jornalismo investigativo...

"Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe."

Máxima do jornalismo investigativo


Uma verdade que se pode constatar nos dias de hoje.....principalmente em Portugal.

Para meditar....

( e também para actualizar)

http://www.pensador.info/autor/Maxima_do_jornalismo_investigativo/

Tuesday, July 10, 2007

Um ano em JCC...memórias





" Sangue, Suor e Lágrimas", diria Churchill. Eu diria antes " Alegria, Suor e Lágrimas". Aconteceu uma segunda guerra mundial na minha vida. A primeira presumo que tenha sido a longa caminhada para chegar aqui. O início desta segunda guerra foi tão importante...marcou-me tanto. Lembro-me agora de tudo e recordo com nostalgia, o que muitos estão neste momento a viver. Os exames, a angústia de saber as notas, a corrida para as candadituras, as médias, a angústia de não se saber se se conseguiu ou não entrar no curso desejado. Vi as notas, contei os dias até saber resultados, até que no Dia D lá estava eu sentada na minha cadeira e de repente desatei aos pulos de alegria quando vi que tinha entrado na JCC. Passava pouco mais das 8h da manhã. Depois o episódio de ir a Jornalismo inscrever-me. Lembro-me das primeiras pessoas que vi e conheci e como fiquei fascinada pela JPN que na altura não fazia a menor ideia do que aquilo era. Falaram-me da praxe e pronto fui ver como era. Primeiro e único dia de praxe: inesquécivel. Foi o suficiente para ter desistido de um momento para o outro. Estava cansada e queria era aulas. Conheci muita gente. Nos primeiros dias vi logo as pessoas com quem me viria a dar bem ao longo do ano, vi sorrisos e vi experiências...aprendi muito. Conheci a Inês, ao início tímida mas uma pessoa com uma enorme garra e determinação. A Tatiana, mais conhecida por Tati, que passei a admirar quando soube do percurso que fez e da coragem que teve para começar do zero e tentar uma nova aventura. A Sónia que me emprestou os apontamentos e que se vai safando em tudo. É alguém que sabe deserascar-se. Depois o Clio que muito espantado ficava ao ver a quantidade de guardanapos que eu gastava a comer uma torrada. O Jorge a quem eu fiz a "vida negra" no primeiro semestre e que também me supreendeu imenso. A Marta que sempre encarei como uma autêntica intelectual e uma pessoa inteligente e perspicaz. E muitos mais, a Diana que tem aquele sorriso bonito e aquela simpatia que chama logo para conversar, a Cátia com as suas bijuterias ( o livrinho), a andreia, a elsa, o pedro que me ajudou no meu filme, etc, etc. Mas não posso deixar de referir a pessoa que conheci mais tarde e que se veio a tornar numa amiga e verdadeira colega em todo o espírito da coisa: a Eliana. Bem me lembro da aula de fotografia e da bandelete vermelha. XD . De todos os almoços, horas de paciência para me aturar nas aulas práticas e de trabalho, etc, etc. =) Descobri uma nova vida em JCC. A princípio fechei-me e depois convenci-me que tinha de me adaptar. Foi essa menina que me pôs nas vidas académicas, trajes e afins. E pronto, falar nisso lembra-me a Serenata, o cortejo, a imposição, as reuniões e as pessoas fantásticas que conheci. NIsto tudo é impossível não falar da minha madrinha, que é um exemplo para mim e muito me ensinou. =) E falar na JCC é também falar nas instalações que são como uma casinha para mim, nos funcionários ( o Sr Coelho ou Mr Rabbit XD ), nos professores ( uns marcaram menos que os outros) com quem muito aprendi, no convívio do bar e da sala de convívio, das aulas do professor Pedro de que toda a gente deve sentir saudades ( por causa do sorriso castiço ), de tanta tanta coisa. E agora que acaba este meu primeiro tenho tanto a recordar, tantas pessoas na memória, tantos dias bons e maus, tantas notas agradáveis e outras desagradáveis, tanta coisa!


Até para o ano JCC ! =) Boas férias a todos.

Friday, June 29, 2007

Sapo Cocas e o jornalismo

Nostalgia...

Acho que foi o sapo cocas o grande inspirador de querer ser jornalista! =P

Não serão alguns jornalistas de hoje também assim? " A sua casa foi totalmente destruída. Como se sente?".. Bem alguma tem de ser perguntada...