Sunday, July 20, 2008

Finda mais um ano em JCC...ou CC

E mais um ano se foi. De novo " Trabalho, suor e muitas lágrimas" - expressão adaptada à de Churchill " Sangue, Suor e Lágrimas". Mais uma etapa cumprida.


Poderei eu dizer missão cumprida? Penso que sim. Foi um ano em que me esfalfei em muita coisa para poder chegar às férias e dizer finalmente que as mereço. E será que o disse? Pensei e voltei a pensar e talvez ainda ache que não.


O ano passado: uma medalha de cortiça. Este ano quase uma medalha de bronze, mas.... Calhou uma medalha de cortiça pintada de amarelo. Erros que se cometem.


Mesmo assim. Tenho orgulho. Voltava a fazer tudo com a mesma vontade. Não me arrependo das decisões. Conheci outras pessoas. Fiz o que mais gosto. Mudei de opinião de um semestre para o outro. Safei-me a fazer contas. Passei vergonhas. Lembrei-me de perguntas estúpidas. Entrevistei pessoas como se não houvesse amanhã. Stressei toda a gente à minha volta. Acho que nunca fui tantas vezes a uma Feira dos Tecidos...


Fiquei a conhecer melhor várias pessoas. Fiquei a admirar outras para o resto da vida.


Fiquei a conhecer a Sónia "encaralhada", a Tati e a Eliana a trabalharem horas e horas e a safarem-se sempre de forma brilhante e sempre com um sorriso e às vezes umas resmunguices, a Diana deitada na mesa a cantar, a Cátia muito calma, o Jorge que não lhe pus quase a vista em cima, a Marta nos seus momentos de trenguice e quase a fazer-me reprovar a TEJ Rádio, o Zé Ribeiro que deve ter ficado com cabelos brancos depois de me conhecer e o Professor Doutor Jorge Marinho a tratar-me por senhora!



Sim, este ano fui tratada por senhora! Disseram-me boa tarde umas quantas de vezes! Fui para a faculdade depois de acabarem as aulas e até mesmo os exames! Fui fazer o que uma pessoa no seu estado normal...não faz!


E cá estou a reviver estes momentos. Momentos tão bons, como passar mais tempo com a minha madrinha ou os momentos vividos na JPR que preencheu a minha alma, a minha cabeça e que evitou que perdesse a sanidade mental! Momentos maus, como os dias de trabalho e stress que se passaram, como as notas que me desiludiram, como as discussões com pessoas de quem gosto muito.


Tudo isso serviu para aprender. Para reunir forças. Para que agora que tenho descanso, possa finalmente fazer o balanço de tudo e olhar para trás com o sorriso.


Agora repouso. E depois.. que venha o último ano! Os derradeiros desafios! O verdadeiro teste... O culminar de um primeiro sonho e o exercer de uma paixão que me completa dia após dia!

Tuesday, December 25, 2007

Bolonha fez bolonhesa dos alunos universitários!


Devem estar a perguntar-se.... : mas isto é um blogue sobre Jornalismo e objectividade ou é um blog sobre comida?
Pois estão enganados.... não vos vou falar hoje de comida...Mas sim desta " massa à bolonhesa" que nos fez o processo de Bolonha. Um semestre já deu para provar o sabor de Bolonha.Pois sabe mal, sabe muito mal. Gosto tanto de Bolonha, como gosto de carne. Sendo vegetariana, vejam o meu imenso gosto por este processo. É verdade, estimados leitores e se calhar vítimas deste prato de comida que dá a volta à barriga, Bolonha tranformou-nos a todos em carne picada..... Uns mais do que outros, é verdade.

Trabalho é bom , sim senhor... Mas trabalho em excesso, obrigatoriedade em ir às aulas ( se não tivermos com vontade de ouvir o professor e se formos para as aulas contrariados, aprendemos a mesmíssima coisa do que se estivessemos em casa), e ter ainda que participar nas aulas....... Interactividade, muita prática e ao mesmo tempo teoria. Disciplinas a mais. É assim que se aprende? A ter trabalho e stress até às orelhas? É claro que o estudante que, depois de um semestre inteiro a trabalhar que nem um mouro, e pela altura do Natal tem pesadelos porque tem exames para estudar e trabalhos para entregar dá em maluco!

E descanso, meus senhores? Será que vale apena todo este esforço? Será que é assim que se aprende? Será que é bom aprender tudo à pressa em 3 anos para depois irmos gastar outros balúrdios no Mestrado?
Sim, é bom trabalhar e pensar no futuro....mas tanto trabalho faz com que fiquemos a perder em alguns aspectos.... Não podemos trabalhar tanto para depois sermos massa amorfa no sofá, à espera que o país nos dê oportnidade de emprego. Isto porque a grande maioria dos estudantes portugueses não tem dinheiro para pagar propinas ou para comprar uma casa para depois dos estudos, fará para ir estudar ou trabalhar para outro país!

Se o Governo pensasse mesmo no futuro da educação no Ensino Superior, repensava melhor Bolonha, ou pelo menos baixava as propinas..........
Era uma forma de nos ajudar a destraumatizar deste processo de Bolonha! Agora no final do semestre sinto que o meu cérebro já está feito em picadinho e que ainda tenho um longo processo a decorrer e que mal tempo há para descansar.
Esta paragem dos dias de festa já dá comigo em doida porque não dá para trabalhar........com tanto trabalho e estudo à porta só espero não me engasgar com uma uva passa no ano novo!

Com isto aproveito para desejar Bom Ano Novo a todos, se Deus e se o processo de Bolonha quiserem....!
Tudo de bom!

Wednesday, November 28, 2007

Refúgio das Patinhas: o dia-a-dia de um grupo que recolhe e ajuda de animais abandonados


O Refúgio das Patinhas não é uma associação, mas sim um grupo de voluntários que constituem Famílias de Acolhimento Temporário (FAT’S) e que recolhe e ajuda animais a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, estudante universitária de 20 anos, colabora com o Refúgio das Patinhas e conta um pouco do dia-a-dia deste grupo.



“ Decidimos não criar uma associação porque em termos burocráticos tem muitas regras. O Refúgio surgiu como alternativa a uma associação normal. E já está aqui há bastante tempo, já lá vão 4 anos.”- afirma. A estudante recebe telefonemas de pessoas interessadas, trata dos donativos e ajuda na divulgação de casos de animais abandonados. Todo este trabalho é conciliado com a faculdade.




Este projecto ajuda pessoas que recebem os animais em suas casas e que precisam de apoio para tratar deles. Não são uma associação e por isso não têm sócios. Utilizam a internet para divulgar os vários casos e daí recebem vários donativos. “ As nossas ajudas vêm todas da Internet. São mais ajudas em termos monetários, porque apesar de nós não sermos associação, as pessoas ajudam-nos e não têm problemas com isso. Também temos ajudas em termos materiais como ração.”- esclarece a estudante.



O Refúgio das Patinhas tem à volta de 100 animais. Trata-se de um trabalho difícil e que requer uma coordenação de tarefas. Contam com a colaboração de associações como a Pelos Animais que se responsabiliza pela criação e manutenção do site do grupo. O dia-a-dia do Refúgio das Patinhas é “ muito complicado”, como confessa Cláudia Maia. “ Nós somos várias pessoas. (…) Recebo contactos durante todo o dia (…), estou muitas horas na Internet a divulgar casos de animais. A Ana trata dos e-mails e dos contactos de pessoas que queiram adoptar e que sejam bons.” “ É muita azáfama.”, revela.




Neste último ano têm sido abandonados muitos animais. O Refúgio das Patinhas tem de estabelecer um limite para a recolha de cães e gatos. Teve de o fazer principalmente no passado mês de Outubro que se revelou muito complicado. “ Temos de saber quando parar. O que está a acontecer este mês (Outubro) é que sabemos de casos de cães que estão na rua e que estão a precisar de ajuda e tentamos colocar um apelo na Internet para tentar arranjar uma Família de Acolhimento Temporária.” – explica Cláudia Maia. Cada vez mais animais são abandonados em Portugal. Já não é no Verão, mas durante todo o ano.







Texto de Renata Silva.

Refúgio das Patinhas: “O abandono de animais é muito relativo”



O Refúgio das Patinhas recolhe animais abandonados e ajuda-os a encontrarem novos donos. Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, tece algumas considerações sobre a situação de abandono em Portugal e sobre o caso concreto das adopções do Refúgio das Patinhas.




“O abandono de animais é muito relativo”, afirma Cláudia Maia, colaboradora do Refúgio, a respeito das causas do abandono de animais. “ Nós em Portugal não temos muita formação. Por exemplo, a falta de educação das pessoas para com os animais, acho que é um factor muito importante.” – acrescenta. “ Nós recebemos imensos telefonemas com pessoas a dizer que querem uma cadela e eu pergunto onde é que ela vai dormir, se é em casa ou no quintal, e dizem-me que ela vai estar acorrentada.” Entre outras causas Cláudia Maia refere os divórcios como um dos principais factores do abandono de animais.



O abandono reflecte-se muito nos canis. “ A situação dos canis em Portugal é muito triste.”- comenta. Os canis não permitem às pessoas tirar fotos para divulgar os casos e ajudar nas adopções. “Há o caso das pessoas que querem divulgar os animais dos canis e tirar fotografias para pôr na Internet, mas eles não facilitam este processo. Ajudar a divulgar os animais dos canis seria um bom começo, mas infelizmente não se consegue.”- afirma Cláudia Maia.


Num balanço das adopções de cães e de gatos do Refúgio das Patinhas há alguma relatividade e gera-se alguma expectativa. “É muito relativo porque há fases em que damos muitos animais e outras em que damos muito menos. Vai chegar Dezembro e vamos dar imensos, espero eu.”



Com toda esta “azáfama”, como refere Cláudia Maia, é complicado atender a todas as chamadas que são feitas, fazer deslocações sem ter transporte e conciliar todo o trabalho com a faculdade.


Prioridades do Refúgio das Patinhas? “…acho que neste trabalho não se pode estabelecer prioridades. Este é um contexto que muda todos os dias.”, afirma Cláudia Maia. O Refúgio das Patinhas trabalha em várias vertentes. “Tentamos então agir em várias vertentes: tentar arranjar FAT’s, tentar arranjar fundos… Mas são sempre objectivos a curto prazo, de semana a semana, dia-a-dia porque senão não conseguimos mais.”



Texto de Renata Silva.

Monday, November 5, 2007

" Poderia ser" Jornalismo- Manuel António Pina

""Poderia ser" jornalismo

Por outras, palavras,
Manuel, António, Pina
Uma das características de algum jornalismo que hoje por aí se faz é que nada acontece, tudo "poderia ter acontecido" ou "poderá acontecer". Outro dia pus-me a contar os futuros e condicionais de uma "notícia" de uns poucos de períodos publicada no "Correio da Manhã" sobre o desaparecimento de Maddie McCann. Ao todo, contei 10 condicionais e futuros hipotéticos para um único e glorioso "foram". A "notícia", assinada por uma jornalista "de investigação", era só uma ociosa enumeração de suposições as análises "podem ser" hoje enviadas para Portugal; um cão pisteiro "ter-se-á mostrado" nervoso, o que "poderia indiciar" não sei o quê; "a utilização de cães pisteiros "terão sido sugeridos" (sic) pelos ingleses; um amigo dos McCann "terá levantado" suspeitas; um inglês "poderá ser extraditado"; os McCann "terão arrendado uma casa"; etc.. Por outro lado, as raras vezes que, em tal jornalismo, algo acontece, acontece "alegadamente": a mulher foi alegadamente atropelada, o sinal verde estava alegadamente aceso, o automobilista teria alegadamente 2 gramas de sangue no álcool. E tudo segundo fontes "próximas" de qualquer coisa, pois os jornalistas, hoje, não afirmam nem confirmam, repetem. Por estas e por outras, cada vez admiro mais o "Borda d'Água". "
5 de Noivembro, JN
O que é bom, é bom.... Na primeira crónica lida para o trabalho de imprensa, descubro que afinal ainda se escreve bem em poucas linhas neste país...
E de facto...embora o Jornalismo seja uma ambição e paixão para muitos, já não é o que era... já não diz "é" mas sim " poderá ser"....
e certezas?
mas levando isto para o lado da paixão..
a culpa não é bem dos jornalistas...mas sim da omissão de informação...e da falta do que dizer...se não há mais nada para dixer e há tempo e linhas para ocupar...só nos restam as suposições...
Não será assim?

Monday, October 29, 2007

Máxima do jornalismo investigativo...

"Quem sabe, muitas vezes não diz. E quem diz muitas vezes não sabe."

Máxima do jornalismo investigativo


Uma verdade que se pode constatar nos dias de hoje.....principalmente em Portugal.

Para meditar....

( e também para actualizar)

http://www.pensador.info/autor/Maxima_do_jornalismo_investigativo/

Tuesday, July 10, 2007

Um ano em JCC...memórias





" Sangue, Suor e Lágrimas", diria Churchill. Eu diria antes " Alegria, Suor e Lágrimas". Aconteceu uma segunda guerra mundial na minha vida. A primeira presumo que tenha sido a longa caminhada para chegar aqui. O início desta segunda guerra foi tão importante...marcou-me tanto. Lembro-me agora de tudo e recordo com nostalgia, o que muitos estão neste momento a viver. Os exames, a angústia de saber as notas, a corrida para as candadituras, as médias, a angústia de não se saber se se conseguiu ou não entrar no curso desejado. Vi as notas, contei os dias até saber resultados, até que no Dia D lá estava eu sentada na minha cadeira e de repente desatei aos pulos de alegria quando vi que tinha entrado na JCC. Passava pouco mais das 8h da manhã. Depois o episódio de ir a Jornalismo inscrever-me. Lembro-me das primeiras pessoas que vi e conheci e como fiquei fascinada pela JPN que na altura não fazia a menor ideia do que aquilo era. Falaram-me da praxe e pronto fui ver como era. Primeiro e único dia de praxe: inesquécivel. Foi o suficiente para ter desistido de um momento para o outro. Estava cansada e queria era aulas. Conheci muita gente. Nos primeiros dias vi logo as pessoas com quem me viria a dar bem ao longo do ano, vi sorrisos e vi experiências...aprendi muito. Conheci a Inês, ao início tímida mas uma pessoa com uma enorme garra e determinação. A Tatiana, mais conhecida por Tati, que passei a admirar quando soube do percurso que fez e da coragem que teve para começar do zero e tentar uma nova aventura. A Sónia que me emprestou os apontamentos e que se vai safando em tudo. É alguém que sabe deserascar-se. Depois o Clio que muito espantado ficava ao ver a quantidade de guardanapos que eu gastava a comer uma torrada. O Jorge a quem eu fiz a "vida negra" no primeiro semestre e que também me supreendeu imenso. A Marta que sempre encarei como uma autêntica intelectual e uma pessoa inteligente e perspicaz. E muitos mais, a Diana que tem aquele sorriso bonito e aquela simpatia que chama logo para conversar, a Cátia com as suas bijuterias ( o livrinho), a andreia, a elsa, o pedro que me ajudou no meu filme, etc, etc. Mas não posso deixar de referir a pessoa que conheci mais tarde e que se veio a tornar numa amiga e verdadeira colega em todo o espírito da coisa: a Eliana. Bem me lembro da aula de fotografia e da bandelete vermelha. XD . De todos os almoços, horas de paciência para me aturar nas aulas práticas e de trabalho, etc, etc. =) Descobri uma nova vida em JCC. A princípio fechei-me e depois convenci-me que tinha de me adaptar. Foi essa menina que me pôs nas vidas académicas, trajes e afins. E pronto, falar nisso lembra-me a Serenata, o cortejo, a imposição, as reuniões e as pessoas fantásticas que conheci. NIsto tudo é impossível não falar da minha madrinha, que é um exemplo para mim e muito me ensinou. =) E falar na JCC é também falar nas instalações que são como uma casinha para mim, nos funcionários ( o Sr Coelho ou Mr Rabbit XD ), nos professores ( uns marcaram menos que os outros) com quem muito aprendi, no convívio do bar e da sala de convívio, das aulas do professor Pedro de que toda a gente deve sentir saudades ( por causa do sorriso castiço ), de tanta tanta coisa. E agora que acaba este meu primeiro tenho tanto a recordar, tantas pessoas na memória, tantos dias bons e maus, tantas notas agradáveis e outras desagradáveis, tanta coisa!


Até para o ano JCC ! =) Boas férias a todos.

Friday, June 29, 2007

Sapo Cocas e o jornalismo

Nostalgia...

Acho que foi o sapo cocas o grande inspirador de querer ser jornalista! =P

Não serão alguns jornalistas de hoje também assim? " A sua casa foi totalmente destruída. Como se sente?".. Bem alguma tem de ser perguntada...

Friday, June 15, 2007

Jornalismo de Investigação


"Investigative journalists are simply people who have their eyes and ears constantly open to possible story ideas, and the impetus to start digging into a particular issue can come from just about anywhere. " Todd Schindler




O que é o Jornalismo de Investigação? Essa é uma pergunta pertinente. É mais explicada por exemplos do que por teoria. Trata-se de uma aposta do jornalismo em aprofundar um determinado tema, esmiossá-lo, tal como indica Todd Schindler no site da AIR (America's Investigation Report). Se não fosse o jornalismo de investigação, o que seria do serviço público, da opinião pública ou da vida em si mesmo?




O jornalismo de investigação implica, denuncia, ensina, explica. Exemplos disso são o Caso Watergate ( dois jornalistas do Washington Post denunciam os escândalos nas eleições dos Estados Unidos) no estrangeiro e os caso da Casa Pia em Portugal desenvolvido por Felícia Cabrita. Em Portugal á muito pouco jornalismo de investigação. Não sei se por falta de meios, se por medo de avançar com as notícias, ou por piores razões: censura. O jornalismo acabava por vezes com a manipulação, só mostra o que é conveniente mostrar. Para o interesse dos media e para o interesse de quem está acima deles.




Um bom jornalista de investigação necessita de ser curioso, perspicaz, inteligente e sobretudo deve saber quando lançar a informação. Por vezes é a coragem de muitos jornalistas e a determinação em contar determinadas histórias, que leva à sua morte. Por ano morrem muitos jornalistas. Veronica Guerin e Daniel Pearl são exemplos disso. Hoje em dia há filmes em sua homenagem ( "O Preço da Coragem" e " A mighty heart", mais recente).




Tuesday, June 5, 2007

"Working class hero"- um clássico e um êxito



Uma grande música de John Lennon, um clássico e um verdadeiro exemplo. Vale apena ouvir...

Tuesday, May 15, 2007

Cortejo académico coloriu e alegrou a baixa do Porto


Milhares de estudantes encheram de novo a baixa portuense de cor e alegria no decorrer do cortejo académico. As emoções transbordaram nos principais locais da cidade, desde a Restauração e a Cordoaria até explodirem nos Clérigos e fazerem furor nos Aliados. Os estudantes fizeram a festa. Os pais, avós, irmãos, tios e amigos aguentaram o imenso calor para receberem com orgulho os seus entes queridos.



Não faltou folia na principal festa académica da cidade do Porto. O cortejo dividiu-se em emoções. Por um lado estavam os caloiros que em breve deixariam de o ser e a vivência de um primeiro cortejo. Por outro, os finalistas que se despediram da sua vida de estudantes já com a saudade estampada no rosto. “ Somos finalistas!” – foi um dos gritos mais entoados pelos universitários. Cartolas e bengalas de várias cores preencheram a baixa portuense. A diversão foi um facto numa tarde marcada pelo calor e pela alegria. A sede era já muita e por isso não faltou a venda de bebidas frescas para refrescar as gargantas dos estudantes. A cerveja e a água ajudaram à festa. Os flashes das máquinas fotográficas estavam também presentes. Todos queriam recordar este dia.



Gritar pelos cursos

Os estudantes gritaram a uma só voz pelas suas faculdades. Os vários cursos conviveram uns com os outros. Exemplo disso foi a festa feita entre os alunos de Jornalismo e Ciências da Comunicação (JCC) e os da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). Os estudantes da JCC gritaram por Engenharia e Engenharia berrou por Jornalismo. Não faltou também por parte da FEUP, a referência ao Primeiro-ministro. “ Se o Sócrates quer ser engenheiro, tem de acabar esse curso até ao fim, até ao fim!” – foi o que se entoou ao longo das ruas do Porto.



O cortejo, que começou mais tarde que o previsto, durou até à noite onde a folia parecia não acabar. As palmas e as canções repetiram-se sem cessar. Apenas por volta das 18h é que o desfile chegou aos Aliados. Milhares de pessoas esperavam ansiosamente a passagem dos estudantes. Na tribuna encontravam-se os reitores da Universidade do Porto e o presidente da Câmara, Rui Rio, prontos a felicitar os universitários por mais um passo na sua vida académica.

Animação nos carros alegóricos

Os carros alusivos aos cursos marcaram, como sempre, presença no cortejo. Com as habituais mensagens e sem faltar a imaginação, este ano contou-se com uma surpresa no carro dos estudantes de Medicina do S.João. Estava lá uma das figuras mais carismáticas da cidade do Porto por uns tratado por “Animal”, por outros conhecido como “ Emplastro”.


“Um momento único”


A confusão e os sorrisos misturam-se com os estudantes num momento que se revelou inesquecível. A emoção de passar a tribuna quer para os caloiros quer para os finalistas foi um facto. Ana Gonçalves, caloira do Instituto Superior da Maia (ISMAI), refere o cortejo como um “momento único”. “ Ao passar a tribuna fiquei com uma lagrimazinha no olho. Foi óptimo sentir que valeu a pena passar por todas as praxes, por todos momentos importantes que marcaram este ano”, acrescentou.


Já para a finalista do curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, Diana Santos o cortejo “ não significou nada em especial”. “ Foi mais importante porque ao mesmo tempo que acompanhava o cortejo estava a trabalhar, o que é óptimo.”- explica. Refere ainda estar feliz pelo percurso feito ao longo do tempo e entende que o cortejo “simboliza essa passagem, esse crescimento, qualquer que seja o ano do curso que frequentamos”. No entanto sobre momento de passar a tribuna revela que foi mais importante, mas que sentiu uma “revolta entristecida”. “ Há demasiadas regras para um momento que devia ser festivo e que é sobretudo tão pessoal para cada estudante” – lamenta.


Quem assistiu ao cortejo também não ficou indiferente. Bruno Fernandes, estudante da Faculdade Letras da Universidade do Porto, gostou do cortejo, mas tece algumas críticas à organização. “ Acho que há falta de organização. Devia ser pontual e não o foi. Devia ser criada uma infra-estrutura para as pessoas assistirem ao cortejo, uma vez que os Aliados têm bastante espaço” – refere.



O dia do cortejo que se revelou marcante para todos rematou com mais uma noite da Queima das Fitas. A folia e a vivacidade continuaram pela noite fora. O que começara com o entoar das canções das faculdades veio a acabar ao som de Quim Barreiros e Fernando Pereira.







Monday, April 30, 2007

VEM: ser voluntário em Matosinhos



O VEM ( Voluntariado Em Matosinhos) é um projecto organizado pela Câmara Municipal de Matosinhos (CMM) e visa uma participação mais activa dos cidadãos em projectos de solidariedade social. Uma vez que o voluntariado é muito importante na autarquia e ao mesmo tempo pouco vísivel, criou-se um projecto onde todos os interessados em voluntariado se possam inscrever.


O voluntariado pode ser feito em várias instituições, tais como o ALADI ( Associação Lavrense de Apoio ao Diminuido Intelectual), a Obra do Padre Grilo, o Centro de
Convívio da 3ª idade de Santa Cruz do Bispo, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Leça do Balio, a Associação A Casa do Caminho, entre outros.


Maria José Rodrigues, chefe da Divisão da Juventude e Voluntariado, afirma que há um investimento por parte da Câmara em angariar voluntários para qualquer área de intervenção, desde a educação, turismo, juventude, cultura, desporto, ambiente. Refere ainda que o objectivo do programa não é apenas aumentar o voluntariado social, mas sim estendê-lo a vários campos.


Será que o projecto VEM irá conseguir minorar os problemas sociais do concelho? Confrontada com esta questão responde: “Uma vez que o projecto emergiu através de uma avaliação de necessidades das instituições parceiras face ao voluntariado, considera-se que um dos objectivos do projecto é, de facto, reduzir os problemas das instituições, quer sociais ou de outro âmbito.” A autarquia, acrescenta a responsável, “proporciona formação aos voluntários, bem como às instituições parceiras, no sentido de se rentabilizar este recurso como uma mais valia para todas as partes envolvidas.”


Segundo o site da CMM, pretende-se que os voluntários tenham um perfil adequado e disponibilidade. Os requisitos mínimos pedidos são ter mais de 16 anos e a escolaridade mínima obrigatória e respeitar os princípios deontológicos do voluntariado.

O site da Câmara disponibiliza um formulário online onde todos os interessados se podem inscrever. O voluntário tem oportunidade de escolher a área que mais se adapta ao seu perfil e de explicar as razões pelas quais gostaria de fazer voluntariado.

Para ser voluntário é necessário ter características como a motivação, a disponibilidade, o gosto pela ajuda ao próximo, o espírito de equipa, entre outras. Tem também como responsabilidades principais: ter atenção às necessidades de todos, ser realista, representar a instituição e os seus ideiais e ter uma atitude positiva.

Este projecto tem sido bem sucedido. Maria José Rodrigues diz que há bastantes inscrições, tanto de voluntários, como de instituições. “ Até ao momento temos cerca de 100 voluntários inscritos e 60 instituições parceiras”, acrescenta. Não há data de término para as inscrições dos voluntários, “ já que as necessidades das instituições são cíclicas e recorrentes.” A chefe da Divisão da Juventude e Voluntariado reitera também o papel da Câmara neste processo: “ a Câmara Municipal assume o papel de entidade organizadora das práticas de voluntariado junto das instituições que aderiram ao projecto e dos voluntários inscritos, sendo responsável pela avaliação, monitorização, formação e emparelhamento entre voluntários e instituições.”





Wednesday, April 11, 2007

Novo vídeo de Pedro Abrunhosa







Um vídeo que mostra uma realidade social que marca o nosso país de norte a sul. Uma iniciativa de Pedro Abrunhosa para despertar um pouco as mentes dos portugueses acerca deste problema. Utiliza-se a música numa vertente mais social transmitindo uma mensagem de solidariedade que chega mais rapidamente aos nossos ouvidos e uma imagem forte que nos fica atravessada na garganta. E porquê? Porque no dia a dia nos esquecemos de olhar com olhos de ver para as coisas menos boas. Porque viramos as costas e nos tornamos seres frios e indiferentes. Porque um dia poderemos encontrarnos num beco sem saída. Porque é preciso saber números e tentar melhorar este tipo de situações.







" Quem me leva os meus fantasmas?" - uma pergunta que podemos fazer sem saber o que ela realmente siginfica.Para uns, os fantasmas são passados amorosos. Para outros, os fantasmas são os infurtunios da vida, sonhos perdidos, famílias desfeitas, exclusão social, falta de emprego, dormir no chão, ter ilusões... No fundo ter uma vida que não é vida.








Deparamo-nos muitas vezes com esta realidade. Ajudar nunca é demais. Por vezes gastamos dinheiro num masso de tabaco ou num capricho qualquer quando poderiamos comprar a revista Cais para ajudar as pessoas a sair das ruas. Como diria a lema da Addidas, por mais complicado que as coisas sejam : " impossible is nothing".








s e m a b r i g o

Olhamos para eles e sentimo-nos incomodados.
Incomodados e impotentes.
Podemos aliviar a consciência com uma moeda.
Ou com comida.
Ficamos aliviados mas não curados.
Há qualquer coisa que continua a roer por dentro.

A culpa não é nossa.
Individualmente.
Se calhar nem deles.
Individualmente.

É bom que nos sintamos incomodados.
Será ainda melhor que façamos alguma coisa.
Alguma coisa significativa.
Alguma coisa que os alivie.
E tambem alguma coisa que evite o aparecimento de outros como eles
(eventualmente nós próprios).

Monday, April 2, 2007

Digging, o que significa?




O "Digging" é mais um processo de navegação no mundo da web 2.0. Se os tags no permitem etiquetar os nossos textos, imagens e vídeos e o "embed" nos permite colocar vídeos nos nossos sites e partilhá-los com outras pessoas, o digging vai permitir que o internauta possa assumir por si próprio o papel de editor de notícias.




Com o Digging, podem ser colocadas notícias sobre várias categorias ( ciência, sociedade...) e decidir quais delas são as mais importantes por meio de uma votação.



Com o digging podemos escolher o que mais nos interessa, ter rápido acesso a informação e dar a nossa opinião. O digging é o processo que nos leva a seleccionar os favoritos no mundo da informação.




Desta feita, encontramo-nos com um duplo papel de leitores, críticos e jornalistas, ao descarregar as notícias do nosso interesse, a seleccioná-las e a votar nas nossas favoritas.




Existem dois tipos de Digg: o Digg espião, isto é, aquele que nos permite descobrir quem está a fazer "digging" ao mesmo tempo que nós e o Digg de laboratório, ou seja, um meio de aprofundar este processo e de nps informar acerca das notícias que já foram descarregadas. Estas duas formas de exploração deste site permitem ao cibernauta ter uma melhor noção de tudo o que se passa, já que por dia milhões de notícias vão aparecendo acabando outras por desaparecer da lista das mais recentes.





Para finalizar, um pequeno vídeo explicativo sobre o Digging:





Doenças em jovens adultos





Alguns sintomas de risco das doenças mentais que afectam a população mais jovem.

O clássico dos clássicos




A lembrança mais querida da minha infância e um clássico na memória de todos. Dá saudades...

Tuesday, March 27, 2007

Dia Mundial do Teatro


A vida é como um teatro: rimos, choramos, fantasiamos, gritamos, sentimos. A vida dura quase tanto tempo como uma peça de teatro, sempre com muito suspense, tragédia ou aventura. Temos de ser actores a tempo inteiro, pois nunca sabemos quando a cortina se fecha. Também temos audiência, aplaudimos e somos aplaudidos, mas quando tudo acaba passamos a estar na mente de quem nos admira e não podemos mais representar da mesma maneira a mesma peça.



Hoje comemora-se o Dia Mundial do Teatro, celebrado com um manifesto à cultura a partir da exibição de vários espetáculos gratuitos em diversos pontos do país. A pergunta que se faz é: de onde vem o teatro?
A palavra teatro tem como origem o vocábulo "Théatron " que designa um lugar onde se assiste a algo. O teatro é também considerado como a dramatização à frente de uma audiência, noção que faz sentido no contexto da Grécia antiga onde este surgiu. O teatro surgiu então na Grécia Antiga no século IV a.C.





Teatro indica ,ao mesmo tempo, um lugar físico e um mundo imaginário de personagens à volta de uma história. Tantas vezes referimos que vamos ao teatro enquanto sítio e não que vamos ver a peça X ou Y. O teatro é considerado também uma arte: a arte de representar.
Este espetáculo surgiu pela primeira vez para honrar Dionísio, o Deus do vinho. As primeiras peças de teatro tinham como género predominante a Tragédia e foram escritas por personalidades gregas importantes como Ésquilo, Sófocles e Eurípides.





Em Portugal, o teatro teve como fundador Gil Vicente que escreveu peças satíricas como é o caso de : o Auto da Barca do Inferno. Continuou a desenvolver-se com nomes importantes como António Ferreira ( "Castro") e Almeida Garrett ("Frei Luís de Sousa").





O teatro divide-se hoje em múltiplos géneros teatrais que vão desde a tragédia e a comédia ao teatro de rua e de fantoches.
O teatro foi um grande avanço a nível cultural, tem uma forte componente de entrenimento e tem-se vindo a desenvolver ao longo dos anos. Grande parte do vasto leque de actores de televisão portugueses inicou a sua carreira no teatro ( Ruy de Carvalho, Fernanda Lapa, Maria João Abreu, entre outros.).

Monday, March 19, 2007

Tagging - uma ferramenta essencial



O que será o tagging? Por exemplo, ao passar os olhos pelos blogspots certamente que repara nas palavras-chave no fim dos posts. Está, pois, a lidar com uma ferramenta primordial da Web 2.0. Os tags, ou, em portugûes, etiquetas, são uma forma simples e prática de etiquetar textos, imagens ou vídeos publicados na Internet, facilitando a procura sobre um determinado tema. Poderá encontrar tudo o que deseja clicando apenas numa palavra que dará acesso a várias opiniões e informações. O cibernauta pode então navegar mais rapidamente no mundo de informação, etiquetando os seus interesses em categorias semânticas. O blogspot não é o único sítio onde existem tags, pois, o mais flagrante exemplo de tagging é o Google. Quando nos dirigimos ao Google para fazer uma pesquisa a nossa palavra- chave vai dar rapidamente origem a uma série de sites que nos interessam. Fácil, rápido e útil!

Tuesday, March 13, 2007

Web 2.0- O que é?



A Web 2.0 é uma forma de individualização da Internet, isto é, cada um dos cibernautas pode descarregar a sua informação, partilhar e ler opiniões. Facilita, assim, ao cibernauta a navegação na Internet ao diminuir o número de cliques para aceder a uma página e ao aumentar o espaço de manobra na Internet.A Web 2.0 resulta de uma associação de empresas de grande dimensão, tais como: Google, Amazon, Yahoo e Microsoft. O Google disponibilizou, como sabemos, o Gmail com mais espaço de armazenamento (1 Gb) e mais facilidade e organização no envio e recepção de e-mails.

Como meio mais fácil de expor opiniões e textos, o blogspot é também uma novidade da Web 2.0. Enquanto na Web 1.0 tinhamos de ser nós a criarmos as nossas páginas pessoais, neste novo sistema torna-se mais fácil para o utilizador ter o seu próprio espaço, escolher padrões e rapidamente divulgar o seu pensamento.

Outra forma de web 2.0 conhecida é a tão falada wikipédia, uma encicolpédia online onde podemos inserir informações e também recolhê-las. A web 2.0 funciona como criação de comunidades cibernaúticas onde todos trocam informações e opiniões entre si ( fotologs, blogspots, forúns...).

Segundo Tim O'Reilly, um dos criadores deste avanço na Internet, a Web 2.0 é "é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma" e o desenvolvimento de aplicativos " que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva". A Web 2.0 apresenta então uma série de serviços, os quais podem ser alterados e melhorados pela comunidade cibernaútica.

Falar da Internet


Um blog criado para falar da Internet. A Internet é uma vasta rede mundial de informação. Arriscar-me-ia a dizer que é mais vício terrível do que propriemente uma fonte fidedigna. Passamos horas e horas ao computador navegando de página em página, cada uma com cada vez mais interesse como se nos quisessem agarrar e captar o máximo de tempo da nossa atenção. A internet possui coisas muito boas e úteis mas também coisas muito más. Até que ponto será a "net" a principal fonte de divertimento, de informação e de vício? Substituirá a Internet o gosto pela conversa frente a frente, pela leitura e pelos momentos ar livre? É de facto o media do futuro e a tendência da evolução.